Seria possível efetuar trocas comerciais entre nações, partilhar descobertas científicas ou combater o crime internacional se os países não tivessem indivíduos competentes em línguas estrangeiras? Talvez fosse, mas o mundo não seria a mesma coisa.
São as pessoas que falam uma segunda ou terceira língua que podem estreitar o fosso entre culturas e promover a paz mundial. São elas que quando partem para estudar ou trabalhar no estrangeiro levam na bagagem a vantagem de conseguir comunicar eficazmente em ambiente estranho e contornar os obstáculos de uma cultura desigual.
Seja a nível pessoal, económico, profissional ou cognitivo, são inúmeros os benefícios de aprender uma língua estrangeira. Sempre assim foi, mas, no mundo competitivo em que vivemos, torna-se uma prioridade. Que o digam os jovens qualificados, desempregados, que partem para o estrangeiro à procura de novas oportunidades de trabalho, mas certamente munidos de conhecimentos da língua do país onde decidem entrar. Cada vez mais aprender inglês, sobretudo, é uma necessidade prioritária.
Ao aprendermos uma nova língua mergulhamos num mundo diferente: diferentes sons, estruturas gramaticais, alfabetos, sequência das letras na palavra e sequência das palavras na frase, etc. Mas esta dissemelhança não se fica pelo mundo linguístico. Quando aprendemos uma nova língua ficamos mais predispostos a conhecer outros aspetos do país ou países que falam essa língua. Aí, já entramos numa nova gastronomia, paisagem, arquitetura, num novo clima, novos costumes, etc.; e olhamos para a nossa própria riqueza cultural duma maneira diferente.
A língua mais aprendida no mundo é o Inglês. É a língua dos negócios, da Internet, do entretenimento, da ciência, da diplomacia e do turismo. Passou a ser uma competência básica e obrigatória nas nossas escolas, onde os alunos têm a oportunidade de aprender Inglês gratuitamente, assim como Francês e Alemão.
Na Madeira há também vários institutos de línguas. No entanto, nas escolas os alunos não fazem teste diagnóstico e depois são posicionados no nível de língua correspondente. São posicionados na disciplina de Inglês consoante o ano de escolaridade. Daí que numa turma de 10º ano, nível 6 de Inglês, possamos ter alunos que têm conhecimentos de Inglês desde o nível 1 até ao nível 8, dificultando a tarefa do docente e alunos, pois só há um manual e um currículo, o de nível 6.
Mas é importante aprender línguas, especialmente o Inglês, já que ao permanecermos monolingues estamos a negar a nós próprios a capacidade de usufruir e compreender plenamente o mundo onde vivemos.
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