Sobre a família há muito que se lhe escreva, mais ainda que se lhe diga. A família é um planeta sem início, meio e fim. Numa visão minimalista, somos sempre filhos de alguém e em algumas circunstâncias até temos a sorte de terem havido outras produções da nossa série (como os irmãos). E, se se alargar a família a tios-primos, cunhados-sobrinhos, avós-netos é fácil perdermo-nos nos graus de parentesco e afinidade. Fala-se tanto, quando se fala de família que até se consegue falar da família que escolhemos como é o caso das madrinhas/padrinhos, dos animais de estimação e dos amigos.
Eu podia até dizer que nestes relacionamentos todos é “amor e basta” mas não estaria a ser completamente verdadeira. Em redes tão complexas de correspondências as relações são também elas trabalhosas, dão trabalho e fazem-nos trabalhar. E porque “de pequenino é que se torce o pepino” aqui ficam três dicas a utilizar dos 8 aos 88:
– Cumpra com a sua palavra – respeite e seja consistente no que diz e no que faz.
– Evite Não’s – foque-se na afirmativa do que espera. Os Não’s só nos dizem o que não devemos fazer, não nos indicam o caminho a seguir.
– Individualize – Não existem famílias perfeitas, nem famílias iguais, preserve e respeite a singularidade de cada um.
Neste Dia da Família, espero que tenha dado aquele abraço apertado e sincero porque “se isto não chega tens o mundo ao contrário. O mundo ao contrário.”
Cheila Martins
Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses
E-mail: cheilamartins@hotmail.com
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