Comissão política anuncia governo mas a surpresa acontece na Assembleia

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Tranquada: o homem forte das Assembleia; Rubina: o rosto da inclusão e assuntos sociais. FOTOS: Rui Marote

Uma reunião de pouco mais de uma hora. Um ambiente de boa disposição entre os que saem da sala e os que continuam os dois dedos de amena conversa. Um presidente do partido sorridente e aberto aos jornalistas. Assim terminou a reunião da comissão política do PSD sob o consulado de Miguel Albuquerque. Desta reunião, sai o futuro presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, também ele descontraído, em direção à sala de imprensa para comunicar aos jornalistas a composição, já anunciada oficiosamente, do novo governo que toma posse no dia 20 deste mês.

Tranquada toma a palavra e eis que a surpresa deixa de ser a composição do governo mas os dois vice-presidentes da Assembleia: Miguel de Sousa, a manter-se no lugar, e Fernanda Cardoso, promovida de deputada a vice. Menos surpreendente foi o anúncio de Jaime Filipe Ramos para líder da bancada do PSD.

Desta vez, é oficial. Depois de Albuquerque, não há lugar a vice. A lista indica o nome de Sérgio Marques para secretário regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus. A tutela da comunicação social e obras públicas não foram referidas mas ficam com o ex-eurodeputado que chegou a aborrecer Jardim.

Rui Gonçalves é o nome que se segue para secretário regional das Finanças e Administração Pública. O homem que trabalhou para o ex-secretário do plano e finanças.

Rubina Leal é um dos rostos femininos do governo, assumindo o lugar de secretária regional da Inclusão e Assuntos Sociais.

Eduardo de Jesus é o novo secretário regional da Economia, Turismo e Cultura. Houve quem dissesse que teria também os transportes na sigla. Mas não foi bem assim.

Segue-se Jorge Carvalho como secretário regional da Educação.

Susana Prada é outro rosto feminino do governo como secretária regional do Ambiente e Recursos Naturais.

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O governo saído da comissão política do PSD promete ser “de combate”.

Manuel Brito regressa à ribalta política regional como secretário regional da Saúde.

Por fim, Humberto Vasconcelos, o ex-autarca de São Vicente, expulso por Jardim, confirma-se como secretário regional da Agricultura e Pescas.

Tranquada Gomes salientou que este “é um governo de combate e de eficácia” e que “os critérios de escolha são da exclusiva responsabilidade do presidente do partido”. Questionado sobre o facto de Pedro Calado ter sido apontado para secretário das Finanças, Tranquada Gomes referiu que o único anúncio oficial que conhece é este. Questionado pelo Funchal Notícias sobre o facto de Adolfo Brazão figurar em segundo lugar na lista eleitoral do PSD e não ocupar nenhuma função de destaque nem no governo nem no parlamento, Tranquada Gomes referiu o facto de se tratar de um “ilustre companheiro” mas reiterou que os critérios de escolha pertencem ao presidente do partido.

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Albuquerque não anuncia cargos nem no governo nem na Assembleia para o seu número dois da lista, Adolfo Brazão.

Já a mostrar serviço e a cumprir promessas eleitorais, o porta-voz da reunião revelou também que a comissão solicitou ao grupo parlamentar do PSD o agendamento da sessão solene comemorativa do 25 de abril, a realizar no Parlamento, com a intervenção de todos os partidos.

O conselho regional do PSD terá lugar a 16 de maio, na Casa das Mudas, Calheta, e as eleições para as comissões de freguesia decorrerão no mês de junho.

Miguel Albuquerque declarou ao Funchal Notícias que o presidente da Assembleia convidou todo o governoi cessante, incluindo Jardim, a estar presente na cerimónia de posse do novo executivo, a 20 de abril.

Os novos secretários não têm discurso para a comunicação social, à cautela. Primeiro tomar posse, conhecer os cantos à casa e depois anunciar as equipas. Poucos se abrem à figura da subsecretaria.