Banco do Tempo comemora 12 anos

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Uma das muitas iniciativas do Banco do Tempo foi uma feira de trocas.

O Banco do Tempo, uma iniciativa que funciona na Escola Secundária Jaime Moniz, assinala hoje os seus 12 anos de existência. É um projeto que assenta em ideais solidários, que tem a sua génese em Itália e que chegou a Portugal através do Graal, uma Associação com objetivos cristãos.

Há uma década, quando a principal dinamizadora regional, Carmo Araújo, anunciava à comunidade madeirense que iria nascer um Banco do Tempo, houve um misto de surpresa e curiosidade. Afinal, no banco todos procuram dinheiro vivo. Mas este Banco nasceu com propósitos bem diferentes: dar tempo a quem precisa. Um grupo de professores aposentados e outros até no ativo deram corpo ao projeto, mesmo com poucos meios mas com muita boa vontade para ajudar os outros. A direção da referida Escola criou as condições logísticas e tem apoiado este projeto que se mantém até hoje.

O Banco do Tempo tem oferecido o seu tempo e recursos a quem o solicita. Afinal, amar o outro de forma desinteressada é saber oferecer-lhe o nosso tempo para explicar-lhe uma dúvida, levá-lo ao médico, fazer-lhe companhia, entre outras ações em nome da construção de uma sociedade mais humanizada e solidária.

Os anos vão passando e os aniversários continuam a somar-se. O Banco do Tempo quer manter viva esta chama de atrair pessoas dispostas a ajudar, em permanente contacto com a juventude estudantil naquela que é a maior escola da Região. Além desta ajuda discreta mas efetiva, são promovidas mensalmente conferências-debate sobre temas da atualidade e dinamizadas outras ações de interesse público.