Emanuel Câmara diz que problemas na mobilidade demonstram má fé do governo central

O deputado do PS-M à Assembleia da República, Emanuel Câmara, considerou ontem que os constrangimentos que continuam a verificar-se na operacionalização do Mecanismo de Continuidade Territorial revelam a incapacidade e a má-fé do Governo da República em resolver este problema que afecta directamente os madeirenses e que põe em causa um direito constitucionalmente consagrado.

Na sequência das notícias que dão conta do alerta agora lançado pela Secretaria Regional do Turismo, Ambiente e Cultura ao Executivo nacional, Emanuel Câmara refere que se o Governo Regional e os deputados do PSD-M eleitos à Assembleia da República tivessem feito o seu trabalho e defendido os madeirenses no momento certo, como lhes competia, estes problemas não se colocavam.

“Não vale a pena virem agora atirar areia para os olhos dos madeirenses e tentarem mostrar que estão preocupados, quando nada fizeram para os defender na República”, diz o socialista, reforçando que isto só prova que “o Governo Regional não fez o seu trabalho de casa na altura certa e que os deputados do PSD deixaram as coisas andar”. Para o deputado do PS, esta situação expõe também a falta de influência e de credibilidade do Governo Regional junto do Executivo nacional, da mesma cor política.

Emanuel Câmara acusa ainda o governo de Luís Montenegro de tentar branquear a lei do Mecanismo de Continuidade Territorial, já aprovada no Parlamento e promulgada pelo presidente da República, deixando que os problemas se arrastem e complicando diariamente a vida aos madeirenses e porto-santenses.

“Estamos perante uma falta de capacidade ou má-fé do Governo da República para resolver constrangimentos que estão devidamente identificados faz tempo”, refere o deputado eleito pelo PS-Madeira.


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