IL reconhece melhorias na Semana Gastronómica de Machico mas exige mais face aos 600 mil euros investidos

A Iniciativa Liberal (IL) considera que a edição deste ano da Semana Gastronómica de Machico apresenta melhorias ao nível da organização e utilização do espaço, mas defende que o investimento público de cerca de 600 mil euros exige um nível de qualidade proporcional ao montante aplicado.

Em comunicado, o partido salienta que o valor é suportado pelo orçamento da Câmara Municipal de Machico e corresponde, segundo a IL, a cerca de 2,73% do orçamento municipal de 22 milhões de euros.

“Durante demasiado tempo, este evento aproximou-se mais de um arraial popular do que de uma verdadeira semana gastronómica. Este ano verificou-se uma evolução positiva, com uma reconfiguração do espaço que devolveu coerência ao conceito e proporcionou uma experiência mais organizada e harmoniosa”, afirma António Nóbrega.

Entre as mudanças destacadas pela IL está o regresso dos restaurantes e bares aos locais tradicionalmente ocupados por estes estabelecimentos, corrigindo opções adotadas nas últimas edições que prejudicavam a identidade e a funcionalidade do certame. Para António Nóbrega, a atual distribuição dos operadores “é hoje mais equilibrada e respeita melhor a natureza do evento, permitindo valorizar a restauração e a gastronomia”.

Apesar das melhorias, o partido considera que estas devem constituir “o patamar mínimo exigível” face ao investimento realizado. “Quando estão em causa 600 mil euros de dinheiro público, a exigência tem de ser proporcional. O salto qualitativo não era apenas desejável, mas obrigatório”, sublinha o liberal.

A IL defende, por isso, que as próximas edições continuem a apostar na valorização da componente gastronómica, na qualidade da programação e na promoção da Semana Gastronómica como evento de referência regional, garantindo que o investimento público realizado produz um retorno efetivo para o concelho e para a economia local.

“A Semana Gastronómica tem potencial para ser um evento de referência na Madeira, mas isso exige planeamento, rigor e uma gestão responsável”, conclui António Nóbrega


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