Funchal enfrenta desafios com pombos e roedores

Rui Marote
O Funchal Notícias tem alertado nos últimos anos com alertas para os desafios das “pragas” que a cidade do Funchal todos os anos enfrenta, com pombos e roedores em espaços públicos, gerando reclamações de comerciantes e cidadãos sobre a invasão de esplanadas e zonas verdes.
A Câmara não tem cruzado os braços para lidar com partidos políticos e munícipes a exigir da autarquia medidas mais eficazes de controlo de pragas e higiene urbana.
Os pombos são verdadeiros “ratos do ar” que circulam  no centro da cidade (ver foto Largo do Chafariz) e invadem esplanadas de cafés à procura de comida, “aterrando” nas mesas e “roubando” os alimentos numa luta constante com os indignados clientes.
A Câmara Municipal do Funchal apela regularmente para os cidadãos não alimentarem animais nas ruas por agravar o problema, mas o povo não cumpre.
Os métodos contraceptivos e planos de monitorização se são aplicados, são considerados insuficientes.
Quanto às ratazanas, saem frequentemente das zonas ajardinadas e de canteiros públicos em direcção a áreas de de restauração (ver fotos Jardim Municipal, junto ao anfiteatro). A colocação de cartazes visíveis chama a atenção dos transeuntes: “zona em desratização”.
Porém, os roedores parecem já estar imunes. O veneno aplicado parece não ser eficaz, é necessário mudar de estratégia… A  eficácia das campanhas de desratização exige um plano estruturado de saúde pública.
A falta de higienização urbana adequada potencializa a proliferação dessas pragas. O acumúlo de resíduos orgânicos e a falta de manutenção nn infraestrutura subterrâneo criam o cenário ideal para reprodução de roedores e aves.
Nas ultimas semanas temos vindo alertar a limpeza das “sarjetas” entupidas que acumulam água parada e lixo orgânico. São galerias subterrâneas sem limpeza  que servem de abrigo e funcionam como ninho de ratazanas. As deficiências no escoamento facilitam o acesso a roedores à superfície.
O povo não é cego e faz-nos chegar muitas reclamações, apontando uma degradação da imagem turística e da qualidade de vida local. São riscos acrescidos para a saúde pública em zonas de restauração.
Na Rua dos Murças e esplanadas da Rua António José de Almeida o calcário da calçada portuguesa deixou de ser branco  para se tornar negro igualando o basalto. A Câmara terá de exercer uma pressão constante sobre os comerciantes para manterem a higiene das esplanadas. Cconvidamos a fiscalização a ver como São Tomé para acreditar. O controverso cartaz político com a frase “Isto não é o Bangladesh”,que gerou muita polémica, é aplicável nesta circunstância…

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