Sancho Gomes na Venezuela ouve intenções de parceria com a UMa

A Universidade Central da Venezuela (UCV) pretende estabelecer uma parceria com a Universidade da Madeira (UMa), nos domínios das humanidades, da medicina e das artes. A intenção foi transmitida esta quarta-feira ao director regional das Comunidades e Cooperação externa, Sancho Gomes, pela vice-reitora da UCV, Fátima Garcés, após uma reunião entre ambos, mantida em Caracas.

“Há três áreas de potencial cooperação, nomeadamente nas humanidades, nas ciências da saúde e no ensino artístico, e, de facto, a UCV está muito interessada no estabelecimento deste protocolo até pelas relações históricas que este país tem com Portugal, e em particular com a Região Autónoma da Madeira”,  disse Sancho Gomes no final do encontro que acontece no segundo dos oito dias de visita oficial à Venezuela, um país que que acolhe cerca de meio milhão de madeirenses e descendentes de madeirenses.

Fátima Garcés, também ela lusodescendente, fará chegar um convénio estabelecido pela UCV com outras universidades, que deverá ser entregue por Sancho Gomes à UMa para que este estabelecimento de ensino superior faça as devidas adaptações.

O responsável pela pasta das Comunidades sublinhou a importância da Universidade Central da Venezuela para a Comunidade. “Esta universidade formou milhares de lusodescendentes de origem madeirense, muitos dos quais, inclusive, regressaram à Madeira e estão integrados no mercado de trabalho Regional. São profissionais qualificados nas mais diversas áreas, nomeadamente no direito.”

“Língua portuguesa é ativo estratégico para Portugal”

Durante o encontro, Sancho Gomes destacou que “o ensino da língua portuguesa, numa universidade tão prestigiada como a UCV, é um ativo estratégico importante para Portugal”, refere um comunicado.

Assim, o governante manifestou-se preocupado com o facto de na Universidade Central da Venezuela não existir um espaço físico definitivo para o ensino da língua portuguesa, a terceira língua mais procurada pelos alunos daquele estabelecimento.

Em resposta, Fátima Garcés explicou que a UCV está empenhada em encontrar um local até o final de julho. Atualmente o ensino é feito em diferentes espaços, uma vez que a Faculdade de Letras foi sujeita a uma alteração de local.

Por seu turno, a vice-reitora mostrou-se apreensiva pela dificuldade em garantir a manutenção de professores de ensino do português na UCV, até porque muitos acabam por optar pelo ensino privado. Neste aspecto, a universidade espera uma maior cooperação do Instituto de Camões, com vista a ultrapassar esta situação.


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