PSD Santa Cruz diz que JPP prefere acumular saldo em vez de desenvolver o concelho

Na reunião extraordinária da Assembleia Municipal desta sexta-feira vai ser discutida e aprovada (pela maioria JPP), a primeira alteração ao Orçamento Municipal e Grandes Opções do Plano, uma alteração que tem como propósito a incorporação do saldo de gerência de 2025, refere o PSD-Santa Cruz.

O saldo de gerência do Município de Santa Cruz tem vindo a crescer de ano para ano e desta vez atinge os 13 milhões de euros (que corresponde a cerca de 25% do orçamento do ano passado), continuando a ser apresentado pelo executivo do JPP como um sinal de boa gestão financeira.

Todavia e ao contrário do que diz o JPP, referem os deputados municipais eleitos pela coligação “Mais Santa Cruz”, um saldo tão elevado não demonstra eficiência: demonstra, sim, que os recursos existem, mas não são aplicados, ano após ano, deixando obras estruturais por realizar e problemas essenciais por resolver.

O JPP, dizem, insiste em transformar este saldo acumulado num troféu político, quando na prática ele evidencia apenas falta de execução, adiamento sucessivo de investimentos e ausência de capacidade para concretizar projetcos fundamentais para o concelho.

Em vez de investir, o executivo prefere amontoar dinheiro, enquanto Santa Cruz permanece com necessidades estruturais evidentes — desde equipamentos públicos a infraestruturas essenciais, passando por problemas crónicos como a habitação acessível.

Quanto à aplicação deste saldo de gerência, as opções apresentadas revelam uma preocupante falta de visão de futuro: reforçam-se apoios a iniciativas e eventos de impacto imediato, enquanto as obras estruturais — aquelas que verdadeiramente transformam o território e melhoram a qualidade de vida dos munícipes — continuam sem sair do papel.

A prioridade, dizem os sociais-democratas, deveria estar na resolução dos problemas que afetam diariamente as famílias e no lançamento de projectos que preparem Santa Cruz para o futuro — não na perpetuação de políticas que acumulam saldos enquanto deixam necessidades reais por atender, sublinham os deputados municipais, reiterando que o concelho merece muito mais do que uma gestão que guarda dinheiro: merece uma gestão que o invista com visão, responsabilidade e coragem, sob pena de a cada ano que passa se agravar cada vez mais o atraso estrutural do município.


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