Rui Marote
O Funchal Notícias chamou recentemente a atenção para a uma amostra da famosa Lapinha do Caseiro patente no Museu Etnográfico da Ribeira Brava, que merece ser visitada nesta quadra natalícia.
Hoje deslocámo-nos ao Madeira Shopping e chamou-nos a atenção a exposição do Presépio Tradicional Madeirense. Pausa obrigatória: de imediato reconhecemos tratar-se do presépio que nos finais dos 70 e 80 do século passado marcava a agenda do Jornal da Madeira e que várias vezes fotografámos.
Tratava-se do presépio do nosso colega dos bancos de escola do Colégio Nuno Alvares Pereira (Caroço) do 1ºano ao quinto ano. Ficávamos lado a lado num banco de escola duplo e até nas salas de exame éramos inseparáveis, uma vez que o primeiro nome era igual: Rui Marote e Rui Freitas. Ficámos juntos até ao 2ª ciclo, quinto ano.
Este presépio é do Rui Adriano de Freitas (ex-secretário regional da Saúde e Segurança Social)., Antigamente estava patente na Rua Nova de São João, na sua residência pessoal, numa espécie de vão de escada. Passou agora para o Madeira Shopping, dando assim a oportunidade de todos verem esta bela lapinha.
Eram centenas, para não falar em milhares de pessoas as que ao longo destes anos,
visitavam a Lapinha do Rui Adriano que todos os anos era diferente, uma vez que criava novas figuras e respectivas cenas em movimento, todas feitas pelo próprio, que procuram ilustrar as actividades sócio-profissionais tradicionais mais representativas do tecido social da comunidade madeirense .
Existem presépios madeirenses que são verdadeiras obras de arte e este é um dos casos de coleccionadores regionais a quem prestamos homenagem. Construiu todas as peças do mesmo, que merecem uma visita a este centro comercial para disfrutar de quadros da vida deste povo ilhéu, incluindo profissões e ofícios hoje extintos caso do amola.tesouras. Também encontramos o carpinteiro, o sapateiro o oleiro, as costureiras, o artesanato de vimes, os rocheiros que desbravaram rochas para construção de levadas… Além das bordadeiras de casa e das tecedeiras que trabalhavam o linho.
Esta é a nossa história que não se apaga. Obrigado Rui Adriano por trazeres para a rua este “espólio” madeirense e dares a conhecer a esta juventude a realidade da Madeira do passado. Muito interessante.
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