CDS reuniu com o SINAPOL para debater segurança do Funchal

Uma comitiva do CDS Funchal, na qual constava Pedro Pereira, presidente da Concelhia, Vasco Marcial, vice-presidente da concelhia e Leandro Silva, presidente da JP Madeira e candidato do CDS à Câmara do Funchal, reuniram-se com o SINAPOL para discutir os problemas enfrentados pelos polícias no Funchal e o futuro da segurança da cidade.

Desta reunião, de acordo com o CDS Funchal, é importante realçar e defender junto do governo da república a urgência de reforçar o investimento nas forças de segurança, apostando em primeiro lugar, na reposição e valorização das carreiras dos elementos das forças de segurança que foram congeladas e assim permaneceram durante 15 anos (desde 2009).
Por outro lado, é importante exigir ao governo da República que reforce os equipamentos utilizados pelas forças policiais, nomeadamente os “tasers” que auxiliam na resolução de pequenos conflitos, protegendo os elementos das polícias.
De acordo com os democratas-cristãos, a implementação das câmaras de vídeo-vigilância na cidade tiveram no imediato um impacto positivo, auxiliando as forças de segurança no controlo de pequenos delitos, em especial, de trânsito.
No entanto, o aumento generalizado do crime, da violência e da insegurança sentida pelos munícipes não fica resolvido apenas com o recurso à instalação de câmaras de vídeo-vigilância. As câmaras são um apoio complementar ao trabalho das polícias e a sua instalação deve continuar a acontecer em zonas de maior risco, mas não substituem o trabalho feito pelos agentes de segurança. Em muitos casos até existe um risco de acontecer apenas uma deslocalização do crime para pontos da cidade onde não existem essas câmaras.
Para o CDS Funchal, há duas importantes vias, que se deve explorar incansavelmente para prevenir uma maior deterioração da segurança da cidade que terá efeitos vários, nos quais também se incluem, a diminuição da actividade económica, sendo o sector do turismo um dos primeiros a ser atingido.
Assim sendo, os democratas-cristão defendem que se deve lutar para que se abram vagas para recrutamento de novos polícias exclusivas para a Madeira (sendo assim conhecido à priori pelos candidatos a sua colocação) à semelhança da modalidade de recrutamento já aplicada pela Marinha Portuguesa no passado.
Esta medida, aliada com a valorização das carreiras, a actualização das remunerações e a melhoria dos equipamentos e material disponíveis para o exercício da profissão deverão permitir um aumento da atractividade da carreira de polícia.
Por fim, o presidente do CDS Funchal, acredita que poderemos vir a ter que reconsiderar as festas, arraiais e demais eventos cuja realização requer um número elevado de efectivos policiais e assim coloca mais pressão aos poucos efectivos disponíveis, que rondam cerca de 700 polícias no total regional quando este número deveria se situar acima de 1,100.
O presidente da estrutura reconhece que a não realização de certos eventos é improvável e até indesejável, no entanto, dada a situação de emergência vivida pelas forças de segurança, com o mais baixo número de efectivos dos últimos anos e com previsões de ver esse número ainda mais reduzido, a ponto tal, que a segurança da cidade e da região, bem como do todo nacional poderá já não estar garantida.”

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