
A Câmara Municipal de Santa Cruz, pela voz da sua presidente Élia Ascensão, referiu, em comunicado, que “uma vez que continua a saga da Praia da Canavieira, alimentada pelas redes sociais, pela emoção e por algumas acções ao arrepio dos avisos lá colocados e das orientações municipais no tocante à segurança, urge esclarecer o seguinte:
1- Quem gere o espaço público não pode nem deve fazê-lo de forma irresponsável, nem por meio da coação de grupo ou de vontades que surgem em vésperas de eleições numa tentativa de pressionar decisões que não são simples;
2- Nascida no Caniço, também tenho da Praia da Canavieira boas memórias e dias felizes. Mas uma coisa é o que eu sinto, e outra é a responsabilidade que tenho enquanto presidente de Câmara;
3- No tocante à segurança, a verdade é que, neste momento, e não é uma questão de limpeza, a Proteção Civil Municipal e os seus técnicos entendem que o local não oferece segurança a quem ali circula dada a instabilidade das escarpas;
4- Sei da ligação emocional dos caniceiros com aquele local, a qual partilho como filha da terra, mas a abertura da praia ficará sempre dependente da intervenção de fundo que visará garantir o acesso em segurança. Seria irresponsável da minha parte abrir agora o espaço tal como ele está, como seria também irresponsável colocar a intervenção como prioridade quando existem muitas outras obras mais prioritárias e necessárias.
5- Ninguém está a negar o valor afectivo e paisagístico da Praia da Canavieira, mas num concelho com uma extensão de mar como o de Santa Cruz, aquele acesso pode esperar por uma calendarização responsável e pela disponibilidade financeira sem comprometer prioridades e garantido a segurança e a responsabilidade de quem tem de tomar decisões.
6- Esta será a última vez que me pronuncio sobre esta questão, relembrando que quem tem a obrigação de gerir o território, a coisa pública e o interesse geral do concelho, não o pode fazer de forma irresponsável e leviana, nem ao sabor de pressões em tempo de campanha eleitoral. Não estaria a bem como a minha consciência, se pusesse a segurança em segundo plano por interesse político ou por calendário eleitoral”, conclui.
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