JPP diz que Montenegro devia ter vindo pedir desculpas aos madeirenses

O deputado do JPP na Assembleia da República, Filipe Sousa, reagiu esta segunda-feira à visita do primeiro-ministro Luís Montenegro à Região Autónoma da Madeira, classificando-a como “um exercício de pura encenação política”, sem qualquer resposta concreta aos problemas que afectam os madeirenses e porto-santenses.

“Veio, falou, tirou fotografias com os do costume e esqueceu-se, ou melhor preferiu ignorar — aquilo que realmente importa à nossa população”, afirmou Filipe Sousa.

“Montenegro devia ter começado por um gesto simples, mas fundamental: pedir desculpa à Madeira. Sim, pedir desculpa! Por continuar a defender uma plataforma de financiamento profundamente injusta, que amarra a Região, impõe condições leoninas e transforma os madeirenses em fiadores involuntários da dívida do Estado português”, fulmina o parlamentar.

O JPP denuncia que o Estado tem falhado sistematicamente com a Madeira, acumulando omissões graves em áreas estruturais:

  • Falta de investimento público adequado;
  • Mobilidade aérea e marítima condicionada e cara;
  • Relação financeira desigual;
  • Falta de sensibilidade para os custos da insularidade e a realidade de ser ilhéu;
  • Falta de reconhecimento efectivo da Autonomia.

“E no fim disto tudo, ainda têm a ousadia de nos impor o papel de fiadores das suas próprias ineficiências. Isto não é solidariedade nacional. É abuso institucional”, acusa o deputado.

Filipe Sousa reiterou que a Madeira “não está à venda” e que a Autonomia da Região não é um favor, mas sim um direito constitucional, consagrado e inalienável.

“Enquanto houver partidos que se calam, o JPP cá estará para dizer, com clareza: a Madeira tem o direito de decidir o seu futuro, de gerir os seus recursos e de ser tratada com respeito”, disse.

O JPP exige o fim da actual plataforma de financiamento e contesta qualquer modelo que imponha tutelas encobertas ou acordos financeiros que limitem a capacidade da Região.

“Justiça e solidariedade começam com responsabilidade. E responsabilidade começa por assumir erros e, no mínimo, pedir desculpa a quem, há décadas, dá mais à República do que aquilo que dela recebe.”

No final, Filipe Sousa deixou críticas duras ao PSD-Madeira e ao presidente do Governo Regional: “Ficou claro de que lado estão: de cócoras perante o continente, a fazer vénias e aplaudir quem não resolve os problemas dos madeirenses e porto-santenses.”

 


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