O Irão criticou formalmente o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi

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O Irão criticou formalmente o diretor-geral da Agência Internacional da Energia Atómica (AIEA), Rafael Grossi, acusando a agência de agir como “aliada” da “guerra de agressão” de Israel. Esta crítica surge após a AIEA censurar o Irão por alegada “não-conformidade” com o Tratado de Não Proliferação Nuclear, um dia antes do início do conflito israelo-iraniano, e aprovar uma resolução contra Teerão. O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano, Esmaeil Baqaei, afirmou publicamente: “Vocês traíram o regime de não-proliferação; fizeram da AIEA uma aliada nesta injusta guerra de agressão”.

No entanto, em 18 de junho, Rafael Grossi recuou na sua avaliação anterior e declarou à France24 que a AIEA “não estava em posição de dizer se existe um esforço direto [no Irão] para construir uma arma nuclear”, sublinhando que não há provas de um esforço sistemático para fabricar uma bomba atómica. Grossi também reconheceu que, apesar do Irão enriquecer urânio a níveis elevados, não é possível afirmar que esteja a desenvolver armas nucleares e que, caso existam atividades clandestinas, estas escapam à vigilância dos inspetores.

O Irão rejeita todas as acusações de que o seu programa nuclear tenha fins militares e considera que as resoluções e declarações da AIEA são instrumentalizadas por Israel e Estados Unidos para justificar agressões contra o país. Baqaei reforçou a crítica ao afirmar que “as narrativas enganosas têm consequências terríveis” e exigiu responsabilidade a Grossi pelas consequências humanas do conflito.

 

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