Personalidades agraciadas no 10 de Junho gratas; Ireneu Barreto deixa alerta para problemas dos cidadãos
fotos facebook GR
Miguel Albuquerque esteve na manhã de hoje nas comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas na Região. As diversas iniciativas destinadas a assinalar a efeméride incluíram uma homenagem aos portugueses na diáspora, tendo sido depostas flores no Monumento ao Emigrante Madeirense, na Avenida do Mar e das Comunidades Madeirenses, além da cerimónia solene de Atribuição de Distinções Honoríficas no Palácio de São Lourenço.
Nesta cerimónia, que foi presidida por Ireneu Barreto, representante da República, foram agraciados, todos com o grau de Comendador da Ordem de Mérito, o geógrafo e botânico Raimundo Quintal, o antigo director regional das Florestas Paulo Rocha da Silva, a presidente da instituição Causa Social, Maria Martins Góis Ferreira, e, com o grau de Membro Honorário da Ordem da Instrução Pública, o Externato da Apresentação de Maria e a Escola Secundária Francisco Franco.
As ordens honoríficas portuguesas visam galardoar personalidades e instituições
que se hajam notabilizado por méritos pessoais e por acções relevantes em prol da comunidade, sublinha a página do governo da Madeira na rede social facebook.
Os agraciados exprimiram agradecimento pela distinção que lhes foi concedida pela presidência da República.
Quanto a Mateus, Gouveia, aluno da APEL, com 16 anos de idade, vencedor do concurso literário “Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas”, mostrou-se feliz por ter vencido este concurso e por ter a honra de ler o seu texto perante as personalidades presentes.
No seu discurso proferido na ocasião, Ireneu Barreto abordou a situação depois das últimas eleições legislativas regionais, congratulando-se com a estabilidade política conseguida, mas alertando que essa estabilidade elimina as desculpas para a ausência de respostas a circunstâncias difíceis da vida dos cidadãos. A Ireneu Barreto preocupam as desigualdades sociais, conforme mencionou, especialmente na educação e no direito à habitação.
“O desenvolvimento da nossa terra não chegou para que alguns dos nossos concidadãos atinjam as condições de vida condignas que todos merecem, e que o crescimento económico deveria permitir”, declarou, embora tenha negado um retrato pouco abonatório que, referiu, certas pessoas tentam colar à Região, qual rótulo.