Anunciada greve para trabalhadores da IPSS; mas sindicato diz acreditar em Paula Margarido

A Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais convocou uma greve para o dia 23 de Maio, para os trabalhadores das Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS).

“Temos vindo a assistir ao longo dos anos a uma desvalorização constante do trabalho e dos trabalhadores das IPSS, desvalorização suportada na manutenção dos baixos salários e nas deficitárias condições de trabalho a que estes trabalhadores estão sujeitos para o desempenho de actividades cruciais junto das populações e dos cidadãos mais vulneráveis”, refere o Sindicato.

“O Estado, através dos Acordos de Cooperação com as entidades do sector social, tem vindo paulatinamente a desvincular-se da sua responsabilidade no exercício das funções sociais, não acautelando a valorização salarial e profissional dos trabalhadores que desempenham efetivamente essas funções”, prossegue a estrutura sindical em comunicado.

As propostas apresentadas pela Confederação Nacional das Instituições Particulares de Solidariedade (CNIS) ficam muito aquém da verdadeira valorização dos trabalhadores das IPSS. Nos salários, nas diuturnidades, no subsídio de alimentação, na aplicação das 35 horas semanais para todos os trabalhadores, na atualização do trabalho suplementar e de outras matérias pecuniárias, entende o representante dos trabalhadores.

No caso particular da Madeira, este Sindicato diz que já reivindica há mais de dois anos um Contrato Colectivo de Trabalho para aplicação nas IPSS da região.

“Na segunda-feira dia 19 de Maio a Sra. Secretária Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude, Dra. Paula Margarido, esteve reunida com este Sindicato, tendo apresentado a intenção de avançar para aplicação de um Contrato Colectivo de Trabalho (CCT) para a região, com objectivo claro de valorizar os trabalhadores do sector social”, assinala a estrutura sindical.

“A actualização da tabela salarial; a revisão das diuturnidades; o aumento do subsídio de alimentação; a atribuição do subsídio de insularidade; considerar uma carreira de desgaste rápido, são algumas das reivindicações que os trabalhadores apresentam. Acreditamos que a Sra. Secretária tenha em consideração as reivindicações dos trabalhadores das IPSS da RAM”, mostra-se crente o STFPS.

No dia 23 de Maio será realizada uma conferência de imprensa e uma concentração à porta da Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude.


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