JPP promete realizar reforma profunda na Saúde, se for governo

O Juntos Pelo Povo veio hoje prometer que, se governar a RAM, fará uma alteração profunda na Saúde. Diz o partido que o modelo de gestão de Miguel Albuquerque e Pedro Ramos no Serviço de Saúde da Região (SESARAM) “está caduco, afunilado, com uma gestão ineficiente, sem capacidade e imaginação para resolver os problemas das listas de espera, das urgências, da recorrente falta de medicamentos e das altas problemáticas, havendo ainda uma cadeia de problemas por resolver ao nível da administração, como a falta de médicos, de enfermeiros, de auxiliares, o excesso de horas extraordinárias e o cansaço, no limite, destes profissionais”.

A radiografia, reconhece o partido, “é pouco simpática, mas é a dura realidade que nem os médicos, nem os enfermeiros, nem os técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, entre outros profissionais de saúde conseguem esconder, cansados que estão de verem os problemas amontoar-se em vez de resolvidos”, diz Lina Pereira, depois de ter escutado, de viva voz, a Ordem dos Médicos, durante uma reunião de trabalho para explicar as propostas do JPP para a saúde e registar sugestões para o Programa de Governo.

“Ao longo dos últimos anos, a Saúde tem sido um tema central na acção política do JPP, alertamos e apresentamos soluções legislativas para resolver os casos mais urgentes, a bancada do PSD, Miguel Albuquerque e o secretário regional da Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos, passaram o tempo a esconder a realidade, recorrendo a artifícios e malabarismos políticos, chumbaram sempre as nossas propostas, mas sabemos hoje que, afinal, o JPP tinha razão há muito tempo, e não há dúvidas de que o Serviço Regional de Saúde precisa de uma reformulação profunda, um novo, robusto e eficiente modelo de gestão, com novas ideias e novos protagonistas”, garante a presidente do JPP, deputada e 3.ª da lista às eleições regionais antecipadas de 23 de Março.

A parlamentar e dirigente classificou de “muito positiva” a reunião com a Ordem dos Médicos.

“Falámos de vários assuntos, muitos deles já abordados e confirmados”, descreveu. “Desde a confirmação da má gestão, a desorganização dos serviços, o pouco investimento nos cuidados de saúde primários, o problema das ‘altas problemáticas’, situação que a secretaria regional da Inclusão e Juventude não quer assumir o seu papel, a falta de recursos humanos, a falta de investimento nos equipamentos, onde se assiste a situações próprias de amadores, como a falta de contratos de manutenção e, por isso, muitas vez, quando os equipamentos avariam são simplesmente encostados e o serviço fica limitado na atividade e nas respostas que devia dar.”

Lina Pereira revela a sua “profunda convicção” de que “há trabalho profundo a desenvolver para que o Serviço Regional volte a prestar cuidados de saúde em níveis aceitáveis e dentro dos prazos máximos garantidos, devolver a confiança aos doentes e familiares, resolver a falta de médicos, enfermeiros, TSDT e pessoal auxiliar, motivar e dignificar todos estes profissionais, colocar à frente dos serviços novas e motivadas equipas e acabar com os ciclos governativos na gestão da saúde”.

A candidata afirma que “todos estes propósitos serão colocado no Programa de Governo e figuram entre os dez compromissos que o JPP estabeleceu como prioritários, se a população chamar o partido a responsabilidades governativas”.


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