O JPP diz que a falta de habitação é um dos pontos essenciais na hora de os jovens madeirenses decidirem se assentam vida na Região ou partirem. A conclusão é, mais precisamente, da coordenadora da juventude do Juntos Pelo Povo (JPP), Jéssica Teles, que esta segunda-feira desenvolveu uma acção de pré-campanha eleitoral junto ao Complexo Habitacional de Água de Pena, em Santa Cruz.
A gestora cultural e deputada, colocada no 9.º da lista às eleições antecipadas de 23 de março, diz que a juventude, em particular, “está a pagar dez anos de ausência completa de construção de habitação pública, um fracasso monumental dos governos do PSD de Miguel Albuquerque e do seu aliado nos últimos cinco anos, o CDS”.
A coordenadora da juventude JPP diz que PSD/CDS “são os únicos responsáveis pelos salários de pouco mais de 1.000 que são pagos aos jovens com formação académica e pela especulação imobiliária porque não equilibraram o mercado com o dever constitucional de construção de habitação pública, e a pergunta que fazemos é: com estes ordenados e os preços imorais das habitações, alguém acha que a banca concede crédito aos jovens para a compra de habitação?”
Jéssica Teles responde com um exemplo e acrescenta o que diz ser um duplo problema: “Um casal jovem que se dirija a uma instituição bancária para pedir um empréstimo à habitação, ao apresentar o recibo de ordenado vê o empréstimo negado, porque não tem as condições mínimas para aceder ao crédito, mas tem outro entrave: é que com ordenados de mil e poucos euros também não consegue arrendar casa a não ser fora dos centros urbanos”, sublinha.
A candidata examina os preços que correm no mercado. “Tendo em conta as avaliações bancárias actuais, o preço dos apartamentos T2 (usados e não totalmente novos) que se encontram à venda no mercado regional, oscila entre os 350.000€ e os 550.000€, valores ainda assim dependentes da zona e localização”, contextualiza.
O contexto sugere-lhe nova pergunta ao líder do PSD: “O Governo gaba-se dos recordes na economia e excedente de receita fiscal, mas um executivo sério e atento aos problemas da juventude e da população em geral, porque a classe média também não consegue comprar casa, usaria parte dessas receitas para construir mais habitação, mas não, a prioridade é gastar quase 30 milhões num campo de golfe para ‘amigos” e atrair turistas à Região, enquanto a juventude vai saindo da sua terra por falta de oportunidade e sobretudo por perceber que com o PSD há 50 anos no poder ajudado, nos últimos anos pelo CDS, nada mudará, tudo ficará igual ou pior.”
De acordo com o Boletim de Execução Orçamental, o último de 2024, a Região arrecadou em todo o ano um total de 174 milhões de euros de receita fiscal a mais do que o previsto.
“Não se percebe por que não há um único cêntimo deste dinheiro investido na habitação”, indaga. A candidata diz que a solução alternativa de Governo do JPP, com um plano reformista de redução da despesa pública, das gorduras, dos luxos e mordomias, é a única capaz de resolver os reais problemas das populações. O JPP “está pronto para governar e tem no seu programa propostas para a juventude, com particular ênfase para o plano de construção urgente de 500 casas por ano para os jovens e a classe média, medidas para estancar a saída dos jovens talentos e de fixação na nossa Região”, conclui.
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