O PS-Madeira entende ser necessária uma acção concertada e uma estratégia adequada para prevenir e combater o problema da violência doméstica e de género, na sua esmagadora maioria contra as mulheres.
Esta manhã, o Grupo Parlamentar do PS esteve reunido com o núcleo regional da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR). Oportunidade para Paulo Cafôfo frisar o importante papel que a instituição tem nas questões da igualdade de género e de combate e prevenção da violência.
Preocupado com o facto de os casos de violência terem vindo a aumentar, o líder dos socialistas disse ser fundamental que haja uma acção concreta para contrariar esta realidade.
Cafôfo declarou que, na Assembleia Legislativa, o PS conseguiu fazer aprovar um projecto de resolução para que se dê prioridade na atribuição de habitação social às mulheres vítimas de violência, mas acrescentou que isso não basta.
“Nós queremos, enquanto Governo Regional, ter uma acção que possa passar por uma intervenção na educação, na parte social, mas também da Justiça e das forças de segurança”, disse, alertando não só para o problema da violência física, mas também para outras variantes, como o cyberbullying e a utilização da internet para a chantagem e a divulgação de imagens íntimas não consentidas.
“Este cyberbullying relacionado com as relações amorosas é um tipo de violência que importa combater e isso fará parte do nosso Programa de Governo”, prometeu Paulo Cafôfo. “É preciso uma acção concreta, com uma estratégia adequada, mas com ações que possam fazer a diferença para salvaguardar vidas, porque estamos a falar de um terrorismo social que muitas vezes mata pessoas”, alertou.
Por outro lado, o presidente do PS-M aproveitou para criticar os partidos que reivindicaram que a nova lei eleitoral contemplasse o respeito pela paridade, mas depois não tenham cumprido esse desígnio nas listas de candidatos às eleições legislativas regionais de 23 de Março, ao contrário do PS, que, mesmo sem a obrigatoriedade da lei, sempre cumpriu a questão da paridade nas suas listas.
Cafôfo apontou aquilo que considera ser a “hipocrisia” de alguns partidos que, no Parlamento regional, defenderam a revisão da lei eleitoral, mas agora não aplicam a paridade, referindo-se em concreto ao PSD, JPP, Chega e CDS.
“Não basta apregoar, é preciso praticar”, declarou considerando que, mesmo a lei não tendo aplicação já nestas eleições, “por uma questão de honestidade”, a paridade devia ser cumprida.
Aproveitou, aliás, para clarificar que a culpa de a nova lei eleitoral não se aplicar já nas próximas eleições não é do PS. “É por culpa do primeiro-ministro e do Presidente da República, que, num erro grosseiro na publicação das datas relativas à lei eleitoral e à convocação das eleições regionais antecipadas, não tiveram o cuidado – não sei se intencional ou não – de fazer com que a publicação desta lei fosse feita de forma correta e esta pudesse ser agora aplicada”, vincou
A um outro nível, instado pelos jornalistas, Paulo Cafôfo adiantou que o PS irá fazer uma campanha pela positiva. “O PS é um partido que quer governar a Região e, para tal, nós distinguimo-nos de outros partidos que, de uma forma populista e demagógica, não saem do protesto ou da denúncia”, afirmou, explicando que o seu partido é crítico em relação à acção do Governo do PSD de Miguel Albuquerque, mas, mais do que isso, quer “governar para transformar a vida das pessoas e ajudá-las em questões como a habitação, a saúde e os rendimentos”.
“Teremos uma campanha pela positiva, com o anúncio de propostas realistas. Não vamos entrar num leilão de promessas a ver quem é que dá mais (…)”, afiançou.
O líder socialista lembrou que este sábado realizar-se-á uma nova edição dos Estados Gerais, sobre a área social, e que, a 22 e 23 deste mês, terá lugar o congresso regional, que será um grande momento de mobilização e apresentação de ideias e propostas. Além disso, irá privilegiar o contacto de proximidade com as pessoas, passando uma mensagem de esperança, “porque a mudança na Região só será possível com o PS”.
“Já se tentou e já se testou à direita soluções de Governo. Estamos a fazê-lo desde 2019, com a perda das maiorias absolutas. Já testámos tudo, com diversos partidos, e agora acho que é importante testar à esquerda, com o PS a liderar uma solução que garanta estabilidade e que, acima de tudo, estabeleça compromissos com as pessoas”.
Perante um regime que “recorre à chantagem e instiga o medo” Paulo Cafôfo apelou ainda à coragem das pessoas para provocar a mudança, salientando que o voto é secreto. “As pessoas podem ser amedrontadas, mas, na altura do voto, nunca se esqueçam: ninguém está a ver em quem votam”.
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