O JPP divulgou hoje um texto do líder parlamentar Élvio Sousa, que refere uma “pequena história verídica”: “Há uns anos atrás, o meu irmão Filipe Sousa enquanto vereador da oposição JPP em Santa Cruz, denunciou aquilo que era passível de ser um “roubo” descarado aos cofres de Santa Cruz. A badalada Quinta da Escuna, cujo ex-dono (a fundação PSD-M) estava para ser adquirida pela câmara por um valor acima dos 17 milhões de euros. Pretendia-se ali instalar os serviços partilhados da câmara municipal. Um negócio chorudo”, recorda.
A Fundação do PSD-Madeira comprou, em 2002, a Quinta Escuna por 448 mil euros (valor escriturado) e vendeu a propriedade com seis mil metros quadrados a um empresário ligado ao PSD pelo triplo (1,25 milhão de euros), numa operação isenta de impostos ao fisco para ambas as partes, recorda Élvio Sousa.
“A denúncia de Filipe Sousa, cujo “negócio da China” iria irreversivelmente lesar os cofres municipais, penhorar as gerações futuras e as finanças locais, levou a que tivesse um processo de arresto dos bens interposto pelos cabecilhas desse negócio. O objectivo era “matar o mensageiro” e aniquilar o denunciante que desmanchou esse negócio ruinoso. Combater a corrupção tem o seu preço”, medita Élvio Sousa.
Por outro lado, prossegue, “já uns anos, Pedro Calado, ainda na pasta de vice-presidência e tendo o agora secretário Rogério Gouveia como seu homem de confiança das Finanças, anunciava dois processos judiciais contra mim, precisamente pelos factos que consegui comprovar ao Ministério Público sobre o processo Ferry, e mais recentemente sobre o badalado LIDL (ainda adormecido nos arquivos da Câmara Municipal do Funchal)”.
“Rogério Gouveia, secretário regional das Finanças, altamente mencionado na operação judicial do Ministério Público Ab Initio e num contexto de adjudicações e alegados favorecimentos à empresa de Humberto Drumond e associados), também parece seguir pela mesma metodologia. Ameaça demandar em processo-crime. Está no seu direito, como é óbvio”, considera Élvio Sousa.
Mas, afirma, o objectivo é o mesmo de Calado: “Intimidar e impedir que não divulgue os documentos e provas que tenho na minha posse e que com certeza vai criar fissuras”.
“A corrupção combate-se sem medo, e com provas irrefutáveis. E vou continuar, ainda com mais força e vigor, a denunciar publicamente e às autoridades onde está a ser gasto o nosso dinheiro. Essa é a verdade! Rogério Gouveia que vai gerir um orçamento de 2600 milhões de euros é suspeito, segundo o Ministério Público, de pertencer a uma rede “criminosa, organizada, que abrange titulares de cargos políticos, altos quadros públicos da administração regional em alegados crimes de prevaricação, participação económica em negócio, recebimento ou oferta indevidos de vantagem, financiamento partidário e corrupção activa”.
“Neste Natal, tenho o grato prazer de oferecer a Rogério Gouveia, um dos clássicos de Eduardo Dâmaso “Corrupção: Breve história de um crime que nunca existiu”. Neste domingo, dia da Imaculada Conceição, padroeira de Portugal, é sempre oportuno relembrar que a Luz triunfará sempre sobre as Trevas”.
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