Pelo Sonho é que Vamos

“O Sonho”, foi um dos primeiros poemas que li, verdadeiramente, há uns anos, quando frequentei o 7.º ano de escolaridade no Colégio Missionário do Sagrado Coração de Jesus. Desde então, este sonho da poesia nunca mais me largou – e anda bem – tanto na leitura, como na escrita dos meus rabiscos poéticos.  A arte poética também sempre foi parte indispensável das performances artísticas que fui participando ativamente, em diversos contextos.

Por falar na arte poética, este ano celebra-se o centenário do nascimento de Sebastião da Gama – figura lendária – que escreveu o poema “O Sonho”, e que morreu tão precocemente, vítima de tuberculose, com apenas 27 anos.  Ao envolvermo-nos na sua poesia, constatamos que era um homem sempre atento ao que o rodeava, defensor de causas e da humanidade de cada pessoa. Que bom, se a maioria de nós fosse assim. Qualidades que até qualquer ser humano, apreciaria, na verdadeira ação dos que se perfilam para encabeçar, nos próximos tempos, projetos políticos em prol da comunidade.

Mas que raio tem a poesia a ver com a política? Tem tudo. Tem tudo, se for bem servida – como dever ser – e não mal-usada. Pois, se a poesia é uma arte que pode estar presente em qualquer obra artística, a política também é – ou devia ser – a arte de bem governar, de bem servir.

O que importa mesmo, é que a política e a poesia na sua generalidade, sejam uma verdadeira atenção e escuta que tanto nos acrescenta.

Não percamos tempo e paciência com o ruído ensurdecedor dos que querem a todo o custo e, por vezes, de forma tão bruta, alcançar determinados patamares. À medida que a data das eleições autárquicas se aproxima, torna-se crucial compreender que o mérito dos decisores políticos, deveria ser o caminho mais certo e propício para assumir uma candidatura em prol de uma localidade, que se quer, equilibrada e promissora. Mas nem sempre é assim. As opções por vezes são um erro, como se têm demonstrado em atos anteriores. Também é verdade que segundo, Theodore Roosevelt, “o único homem que nunca comete erros, é o homem que nunca fez nada”.

A ambição, de qualquer um, é legítima, quando a mesma não é excessiva. Mas o mérito é sempre o melhor ato de democracia. Não me revejo nos que na sua ética política só existe retórica. Para terminar, permitam-me uma questão (de) poética: será que sonham? Resposta: Acho que sim. E ainda bem que sonham. Pois como eternizou, Sebastião da Gama, “Pelo sonho é que vamos”.


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