O PS-M “continua a dormir à sombra da bananeira e não se afirma nem como oposição nem como alternativa. Antes pelo contrário, usa o tema da pobreza para fazer politiquice”, acusam os centristas.
“Numa manobra de diversão para esconder as suas divergências internas, o líder do PS vem criticar o Presidente do CDS e Presidente da Assembleia Legislativa pelo facto de este dizer que “a riqueza criada na Madeira não está a ser distribuída de forma socialmente justa”. Uma afirmação que tem vindo a fazer desde há muito tempo e que só quem anda distraído na política digital, dos likes e das selfies, não consegue ouvir e registar”, prosseguem.
Para o CDS, não deixa de ser estranho que o PS lance críticas a quem olha para a realidade e propõe medidas para reduzir a pobreza na Região. Não é de hoje que o presidente do CDS e presidente do Parlamento refere a necessidade de fazer reflectir na vida das pessoas o crescimento económico registado na Região.
“O PS sabe também que foi por proposta do CDS e de outros partidos, que não o PS, que ficou inscrito no Orçamento regional deste ano a descida da taxa reduzida do IVA de 5 para 4 % já em prática nos bens essenciais, a diminuição de 30 por cento do IRS até o quinto escalão, o aumento do Complemento Solidário do Idoso e a atribuição de medicamentos gratuitos para os idosos de baixas pensões e a obrigatoriedade de o Governo Regional negociar um Salário de Referência para os Jovens Licenciados, no Conselho Económico e de Concertação Social, entre outras medidas para aumentar os rendimentos dos madeirenses”, continua o comunicado dos centristas.
“Do PS só vimos demagogia que nem dois Orçamentos regionais conseguiriam suportar, com redução drástica da receita e grande aumento da despesa.
O que o CDS se recusa a fazer é propor demagogicamente uma descida, de uma só vez, de 30 por cento do IVA, nas taxas intermédia e normal, que poria em causa o equilíbrio orçamental, reduzindo a receita necessária para pagar as políticas públicas como a Educação ou a Saúde.
O CDS continuará a pugnar por uma descida progressiva do IRS em todos os escalões, em 30 por cento, até o final da Legislatura e por uma baixa do IVA, também gradual, em 30 por cento nas taxas intermédia e normal”, promete o partido.
“O CDS manterá o seu sentido de responsabilidade, mas nunca abdicará de defender os seus princípios, nem teme dizer a verdade sobre a pobreza na Região e garantir que não é aceitável ter 15 por cento de pessoas que trabalham em situação de pobreza. É por isso que defendemos uma redução de impostos e um aumento real dos salários, mas sempre de forma realista e sem pôr em causa as contas públicas”, declara esta força política.
“Esta será a nossa posição na discussão do Orçamento da Região para o próximo ano. Esta sempre foi a nossa forma responsável de estar na política e vai continuar, goste ou não goste o líder do PS, a quem se aconselha menos nervosismo e mais trabalho”, conclui a nota.
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