
Na sua página do Facebook, o Mestre Fernando Castelo, especialista em prevenção, organização e gestão em proteção civil, escreveu:
“Em entrevista agora mesmo num canal de televisão em direto da madeira, uma alma que parece conhecer o problema da proteção civil da madeira. As equipas que foram do continente mostraram técnicas de combate e gestão de meio inerentes as dificuldades encontradas trabalhando e utilizando estratégias próprias ao tipo de incêndio. É este tipo de equipas que a Madeira carece de imediato. Bravos estão a ser os bombeiros madeirenses pela atitude e resiliência que mostram.
– Falta de equipamentos e equipas especializadas em combate a incêndio com estas características
– Falta de prevenção e criação de acessos para intervenção de viaturas e equipas
– Falta de formação específica e direcionada para este tipo de intervenção.
– Finalmente bons líderes e gestores para poder rentabilizar todos os meios de intervenção e homens no terreno.
A responsabilidade de desenvolver estas equipas específicas é da proteção civil da madeira na qual o presidente regional tem que se permitir a criar para que preventivamente se possam reduzir ignições que levam à destruição de milhares de hectares.
Pelo contrário, e quando o incêndio apresenta ainda reacendimentos, uma grande frente ativa, pessoal cansado e desmotivado, o Sr. presidente do governo regional regressa ao Porto Santo para concluir as suas férias bem descansado e despreocupado com as perdas materiais e danos psicológicos dos madeirenses.
Fossem as eleições agora, e seria um enorme cartão vermelho.
Fico triste por deixarem que isto aconteça, pois muito poderia ser evitado se existisse planeamento, prevenção e uma atitude responsável de quem de direito
A madeira merece da mesma forma que treinou equipas ou grupos de salvamentos especiais tendo em conta o tipo de relevo, a criação de grupos de intervenção especializados para prevenir, gerir, planear e combater estes flagelos que nos últimos anos tem estado muito presentes na vida dos madeirenses. Planificação e atitude é o mínimo que os responsáveis políticos e os que estão sentados no fresco dos seus gabinetes ganhando o que não merecem devem ter respeitando os que pagam para ver respeito pelos cidadãos e pela ilha da Madeira e quando a grande fonte de receita é o turismo, já vão tarde para o que deve ser feito.
Um abraço para a Madeira e para todos os madeirenses que nos últimos e muitos anos me recebeu em trabalho e em lazer e onde posso dizer que tenho enormes amigos.”
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