MPT quer 12 horas de estacionamento grátis para residentes, no Pico do Arieiro

O Partido da Terra veio manifestar a sua preocupação e discordância perante a  recente decisão da Secretaria Regional da Agricultura, Pescas e Ambiente de cobrar 4 euros por hora de estacionamento no Pico do Areeiro.

“Embora compreendamos a necessidade de gerir e regular o fluxo de veículos neste importante ponto turístico, consideramos que esta medida penaliza de forma desproporcionada os residentes da Região Autónoma da Madeira (RAM)”, diz o MPT.

O Pico do Areeiro é um património natural e cultural que pertence a todos os madeirenses, porto-santeses e não deve ser visto exclusivamente como uma atracção turística. A cobrança de uma tarifa elevada de estacionamento, sem qualquer consideração pelas necessidades e direitos dos residentes, é, na opinião do Partido da Terra, uma injustiça que deve ser corrigida, aponta esta formação política.

Assim, ecomo forma de mitigar o impacto desta medida nos residentes, o Partido da Terra exige que sejam concedidas, no mínimo, doze horas de estacionamento gratuito a todos os habitantes da Madeira e Porto Santo.

“Esta proposta tem como objectivo assegurar que os madeirenses e porto-santeses possam continuar a usufruir do Pico do Areeiro sem serem sobrecarregados financeiramente”, explica a comissão política do MPT.

“Estamos convictos de que a implementação desta medida permitiria um equilíbrio justo entre a necessidade de preservar o ambiente e o direito dos residentes ao acesso gratuito ao seu próprio património. Além disso, acreditamos que esta iniciativa poderá incentivar uma utilização mais consciente e ordenada do espaço, sem prejudicar aqueles que têm o Pico do Areeiro como parte integrante do seu quotidiano e identidade”, refere-se num comunicado.

O Partido da Terra reafirma o seu compromisso com a defesa do meio ambiente e dos direitos dos cidadãos da Madeira e Porto Santo.

“Continuaremos a lutar contra medidas que não consideram as especificidades locais e exigimos que o governo regional reveja esta decisão, promovendo uma gestão mais equitativa do nosso património natural”, promete.

E deixa um apelo a todos os residentes e demais forças políticas “para que se juntem a esta causa, com o objectivo de garantir que o Pico do Areeiro continue a ser acessível e justo para todos os madeirenses”.

 


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