PEF espera e desespera por novas instalações

 Rui Marote
A expressão “Obras de Santa Engrácia” é uma das frases feitas mais peculiares e emblemáticas da Língua Portuguesa. Usa-se para descrever uma tarefa que leva um tempo interminável para ser concluída ou que parece nunca vir a ter fim à vista.
O Posto Emissor do Funchal, no ar desde 28 de Maio de 1948, tem as suas instalações na Rua de São Lázaro, num edifício propriedade da Igreja Católica.
Trata-se de um prédio degradado adquirido em 2018 por cerca de 500 mil euros e que pertencia à família do Engº Tomás Santos. Devido a passivo e outras complicações estava na mão da banca. O contrato de arrendamento era de 250 euros.
Nesse  mesmo ano foi anunciado  que a Diocese tinha dado luz verde da transferência para a Rua 5 de Outubro – Rampa do Cidrão, mas foi só fogo de artificio, ao que parece. Em 29 de Novembro 2023 a Diocese decidiu passar o PEF para as instalações do Jornal da Madeira, onde se encontrava a rádio JM na Rua Dr. Fernão de Ornelas.
Com a saída do cónego Martins, que assumia as funções de Vigário Episcopal para Administração e Património e era Ecónomo da Diocese, foi nomeado um leigo  para essas funções a 16 de Março de 2023.
Sabemos que as obras  há muito arrancaram. Porém, já somos como São Tomé: ver para crer. Estivemos no local a meio de uma manhã e não vimos mestres em acção, apenas um cenário de “destruição”.
As imagens que publicamos evidenciam que as obras vão prolongar-se, sendo uma Santa Engrácia madeirense.
Os trabalhadores do PEF podem começar a fazer a lapinha e encomendar as “cabrinhas e alegracampo”, e já agora o almanaque, dizemos nós, porque o endereço não muda… Já os futuros compradores do velho edifício vão jogando aos
“milhinhos” Até lá o prédio valoriza-se.

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