Rui Marote
Aldeia da Roupa Branca é um nome de um filme de 1938, uma comédia que relatava a vida, costumes pitorescos, quezílias e paixões das pessoas do povo que tratavam da roupa dos lisboetas. A história mostrava a vida das lavadeiras e tinha como actriz principal a inesquecível Beatriz Costa.
Parece que, passados 86 anos, a Avenida Zarco está transformada numa aldeia de roupa branca.
Esta avenida situada acima da estátua do Zarco, foi aberta nos anos 30 do século passado. Tem o palácio do Governo a poucos metros, os Correios, o Banco de Portugal a Sé e o Palácio de São Lourenço nas proximidades.
Segundo reza a história não há qualquer imagem ou documento que comprove a prática de roupas estendidas ao sol nos varadins ou janelas. As imagens que existem testemunham as colgaduras que se penduravam nas varandas ou janelas dos edifícios oficiais para cobrir ou ornamentar.
Porém, hoje em dia, os alojamentos locais proliferam e as janelas da Avenida eram hoje um autêntico estendal não de colgaduras mas sim de toalhas. Uma autêntica aldeia branca. O edifício onde funciona este alojamento local está bem recuperado e foi nos 50 e 60 o consulado brasileiro na Madeira, que prestou assistência aos emigrantes madeirenses para Terras de Vera Cruz.
O edifício ainda ostenta na fachada um caduceu, um bastão entrelaçado com duas serpentes, que na parte superior tem duas pequenas asas ou um elmo alado. A sua origem explica-se a historicamente pela suposta intervenção de Mercúrio diante de duas serpentes que lutavam, as quais se enroscavam no seu bastão. Ao lado está um edifício classificado, o Museu Vicentes .
Na cidade do Funchal tudo é permitido hoje em dia, até andar de biquini nas ruas. Tudo a bem do modernismo.
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