Fortaleza de São Tiago: destruição de 4 séculos em 32 anos

Rui Marote
Não vimos no orçamento nem no plano de desenvolvimento qualquer verba destinada à recuperação do Forte de  São Tiago.
O forte foi foi cedido à Região em 1992 era então primeiro-ministro Cavaco e Silva e o Ministro da Defesa António Figueiredo Lopes. Muita tinta correu para que o Ministério da Defesa entregasse à Região esta fortaleza erguida em 1614.
Decorridos 32 anos a Região não cuidou deste património e está à vista de todos a degradação miserável do mesmo, a que aliás já fizemos referência.
As muralhas ainda não caíram porque a muralha que rodeia o acesso à Barreirinha e que serve de esplanadas aos frequentadores da Praia de São Tiago impede que o mar não faça de rebentamento das ondas nas muralhas do forte. Aquando da cedência foi manifestado que a Fortaleza serviria  de utilização ao Museu de Arte Contemporânea e Museu Militar.
Hoje serve de restaurante e de local de festas. O museu foi para a Calheta, onde havia o Centro das Artes Casa das Mudas, e um futuro museu de arqueologia está a ser instalado.
A destruição, entretanto, é de tal ordem que há guaritas de que já nem uma pedra existe. A recuperação desta fortaleza custará muito dinheiro devido a certas pedras de cantaria que terão de vir do Cabo Girão, que está interdito à exploração desta pedra.
Madeira honraremos a tua história, é uma estrofe do hino da região. Mas a história da Madeira continua a ser destruída. É caso para dizer: Senhor perdoai-lhes porque não sabem o que fazem. Ou melhor, eles não querem saber de nada.
Para que servem os serviços culturais? E a direcção do património? O cidadão interroga-se e também o jornalista.
Visitámos o Forte a 3 de Maio e 78 dias depois  voltamos à carga: todos os dias os turistas entram e saem desta fortaleza que continua porém abandonada e desaproveitada, entregue à sua própria degradação.

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