Grupo Sousa enjeita responsabilidades no preço do gás na RAM

 

O grupo Sousa está seriamente indignado com as declarações de Élvio Sousa, do JPP, à RTP Madeira. produzidas ontem, nomeadamente “porque é que o Gás custa 10 euros mais caro? Porque a empresa é de Luís Miguel Sousa”, e considera estas declarações “totalmente falsas”.

Diz um comunicado que “o Grupo Sousa e/ou Luís Miguel Sousa não têm, nem nunca tiveram, qualquer empresa que produza, comercialize ou venda Gás. Quer butano (gás doméstico vendido em garrafas), quer propano (utilizado por grandes consumidores, hotéis e restaurantes) quer gás natural (que é usado exclusivamente para a produção de electricidade pela EEM)”. Mais acrescentam que “o Grupo Sousa e/ou Luís Miguel Sousa não transportam nem nunca transportaram gás
propano nem gás butano do Continente Português para a Madeira ou de qualquer parte do Mundo para a Madeira. Estes transportes são efectuados por armadores Internacionais”.

“Não obstante, o Grupo Sousa não está impedido de prestar serviços, em mercado, aos canais de distribuição, contratado pelos produtores e comercializadores. Não o faz, mas se o fizesse, só pelo facto de lá estar a prestar algum tipo de serviço, já estaria numa situação de Monopólio?”, questiona Carlos Perdigão Santos, chefe de gabinete do Grupo Sousa.

“O Grupo Sousa transporta Gás Natural liquefeito em contentores (Gáslink) entre Sines e a Madeira (Socorridos) num contrato com a GALP. A Galp comercializa/vende o Gás Natural à EEM colocado na CTV3 nos Socorridos e usado, exclusivamente, para a produção de electricidade. Não se consegue perceber a motivação das afirmações, que são totalmente falsas, na medida em que todos sabemos a quem compramos o gás para as nossas casas e quem são os fornecedores e/ou comercializadores, que no caso da Madeira são pelo menos 3 empresas que o fazem (nenhuma do Grupo Sousa e/ou de Luís Miguel Sousa)”, insiste o grupo.

“Também sabemos que o produto Gás Propano e Butano são derivados de petróleo e são produzidos e vendidos pelas empresas petrolíferas, cada uma usando os seus canais de distribuição, até chegarem às nossas casas. Falar em Monopólio só reflecte total desconhecimento das mais elementares regras do funcionamento do mercado, do livre acesso aos mercados, de concorrência, de canais de distribuição, de produção, de comercialização, de impostos e da livre escolha dos consumidores”, assevera o porta-voz do grupo.

“Também não se percebe a motivação do ataque ao Grupo Sousa, da difamação e da
produção de afirmações totalmente falsas. Apesar do Grupo Sousa ter apenas 30% do seu volume de negócios na Madeira, tem 65% das suas 1100 pessoas a trabalhar na Madeira (uma parte muito significativa dos quadros dirigentes e do emprego qualificado do Grupo). Reafirmamos o nosso compromisso de ter a nossa sede na Madeira, onde também pagamos os nossos impostos”, reza o comunicado enviado pelo grupo empresarial à comunicação social.


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