
O Dr. Rodrigo Neves, médico com pós-graduação em Endocrinologia, 12 certificados em Nutrologia na Abran e profissional em Programação Neurolinguística, alerta que a ansiedade tem sido apontada como uma das principais causas do aumento dos níveis de cortisol. O cortisol, muitas vezes chamado a hormona do stress, desempenha um papel essencial no funcionamento do corpo humano. Contudo, a crescente preocupação entre especialistas de saúde sobre o mesmo está relacionada aos níveis cronicamente elevados desta hormona.
Segundo o Dr.Neves, um dos fatores que contribui para esse aumento do cortisol é a ansiedade, um transtorno mental cada vez mais comum na sociedade moderna. O stress crónico relacionado a preocupações financeiras, pressões no ambiente de trabalho e a incessante demanda das redes sociais agrava ainda mais esta elevação do cortisol.
O que acontece no cérebro quando os níveis de cortisol permanecem cronicamente elevados?
Os impactos são notáveis e incluem: dificuldades de concentração, pelo excesso de cortisol poder sobrecarregar o cérebro, resultando em dificuldades de concentração que afetam o desempenho no trabalho e nos estudos, lapsos de memória, prejudicando a qualidade de vida, flutuações de humor pelo cortisol em excesso levar a sentimentos de irritabilidade, ansiedade (e em casos mais graves, depressão), e alterações estruturais no cérebro, com estudos a sugerir que a exposição prolongada ao cortisol em níveis elevados pode afetar regiões relacionadas ao controlo do stress e às emoções.
Felizmente, o Dr. Neves destaca que há soluções para lidar com o cortisol elevado no cérebro e preservar a saúde mental. Gerir o stress, aprendendo a controlá-lo através de técnicas como meditação e respiração profunda, pode ajudar a reduzir os níveis de cortisol. Além disso, a atividade física regular demonstra ser uma maneira eficaz de combater o stress e seus efeitos nocivos no cérebro. A terapia com um profissional de saúde mental também pode ser fundamental no tratamento da ansiedade e na regulação desta hormona. O alerta do especialista sublinha a importância de abordar não apenas o cortisol elevado, mas de reconhecer as implicações no cérebro e tomar medidas para proteger a saúde mental.
Estas soluções e práticas de prevenção não só podem ajudar a reduzir os níveis de cortisol, mas também a preservar a saúde cerebral a longo prazo. A conscientização sobre o impacto do stress crónico e da ansiedade no cérebro é vital para evitar problemas de saúde duradouros, garantindo uma mente saudável para o futuro. A busca por um equilíbrio entre trabalho, vida pessoal e autocuidado é fundamental para enfrentar este desafio crescente.

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