
Os votos contra do PS, PCP, BE e Livre e a abstenção do Chega ditaram esta quarta-feira o chumbo da nova tabela de taxas dos escalões do IRS propostas pelo PSD e CDS-PP, dando origem a uma manhã agitada no parlamento.
A abstenção do Chega em ambas as votações foi decisiva: o partido liderado por André Ventura determinou o resultado final, e Paulo Núncio, líder parlamentar do CDS, considerou que o Chega se voltou a posicionar do lado do PS e da Esquerda, demonstrando “mais uma vez que o seu parceiro político para esta legislatura se chama PS”.
O líder parlamentar do CDS-PP acusou ainda o Chega e o PS de hipocrisia. Afirmou que atuaram contra a classe média ao chumbar a proposta social-democrata de redução do IRS até ao oitavo escalão de rendimentos e que o Chega é a “muleta” dos socialistas no parlamento.
Já o secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, negou qualquer entendimento ou conluio com o Chega.
André Ventura também reagiu a estas críticas, considerando que o “O Governo devia chorar menos e governar mais”. O líder do Chega reiterou que o seu partido olha “para as propostas e não para os parceiros” e vota “pelas pessoas”. O deputado Rui Afonso também justificou a posição do seu partido, salientando que a proposta do PS é mais vantajosa e abrange um maior número de contribuintes.
A diminuição das taxas do 7.º e 8.º escalões, que abrangem salários brutos mensais entre cerca de 3.200 e 6.500 euros, é a linha vermelha entre AD e PS.
Os socialistas rejeitam dar um alívio fiscal a rendimentos tão elevados e propõem baixar as taxas apenas até ao 6.º escalão. Por outro lado, a AD queria avançar com a redução do 7.º e 8.º escalões.
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