
Os pombos são animais comuns na maioria das regiões urbanas e rurais, incluindo a Madeira. Estamos habituados a conviver com estas aves como parte do nosso cenário do dia-a-dia. Sobrevivem à base de alimentação pelos locais ou ao petiscar o que quer que encontrem no chão, e são frequentemente avistadas empoleiradas nos nossos edifícios.
Porém, estes pombos representam um perigo para a saúde humana e podem ter vários efeitos nocivos para as nossas populações, bem como outras consequências negativas para as cidades onde habitam.
Há cerca de 2 anos, o município do Funchal colocou em curso algumas ações para controlo populacional dos pombos na cidade, que passaram pelas seguintes medidas de intervenção: monitorização das áreas de nidificação já conhecidas, prospecção de novos locais de nidificação, assegurar a manutenção da espécie, controlo dos efetivos populacionais a médio/longo prazo através da inviabilização de ovos, controlo dos efetivos populacionais a médio/longo prazo através da utilização de milho contraceptivo, criação de pombais para alimentação colocados em locais estratégicos da cidade, sensibilização ambiental, e ações de sensibilização relativas à importância do controlo da população desta espécie.
Para além destas ações, o Município do Funchal procedeu ao fecho de algumas janelas e áreas de acesso ao interior de edifícios devolutos, locais estes que, em muitos casos é utilizado por estas aves para nidificação. Para dificultar o poiso e nidificação, o município analisou ainda a possibilidade de utilização de repelentes certificados para este efeito, nos locais a seu cargo. No entanto, continuam a ser um problema em 2024.
Os riscos para a saúde associados com os pombos são graves. Os pombos carregam várias doenças, tais como Psitacose, Listeriose, e E-coli, que podem ser transmitidas não só pelas suas fezes, mas também pelos próprios pássaros. Outras doenças que afetam os humanos, como a Histoplasmose e a Criptococose também estão relacionadas às fezes dos pombos.
Quando secam, estes excrementos podem ser transmitidos pelo ar e levar a problemas respiratórios. Estas doenças podem ser perigosas e ter risco de morte para pessoas com condições médicas específicas, como a asma e sistemas imunitários enfraquecidos.
O controlo destas animais é importante não só pelas doenças que espalham, mas também porque todo o tipo de pestes podem migrar dos seus ninhos, incluindo parasitas como: ácaros, carraças, formigas e ratos. Quando os pombos criam ninhos em edifícios, espaços públicos e monumentos, isto diminui o apelo e estética dos arredores e diminui a sua sanitariedade, impactando negativamente a beleza e limpeza da área em geral.
Também danificam a infraestrutura dos edifícios, devido a um alto nível de acidez nas suas fezes que pode estragar e corroer materiais como metal e tijolo. Outro problema causado pelos pombos é quando criam ninhos e bloqueiam as sarjetas e os canos, levando a inundações e dificuldade de escoação da água. Os materiais que utilizam podem também bloquear chaminés, levando a uma acumulação de gases venenosos e um aumento do risco de incêndios.
A alimentação regular dos pombos cria um ambiente conduzivo à sobrepopulação dos pombos e deve ser desencorajada, visto que também afeta o ecossistema local e as outras espécies de pássaros, perturbando o equilíbrio da natureza.

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