PCP critica PS e JPP, “Juntos na incoerência e inconsequência”

foto arquivo

O PCP veio hoje criticar PS e JPP pela posição assumida no âmbito do acordo já conhecido. Para os comunistas a iniciativa agora exibida por PS e JPP não pode ser levada a sério.

“Mais do que qualquer expressão séria de posicionamento político ela é sobretudo um manifestação demagógica, concebida para consumo mediático sem qualquer consequência, desprovida da mínima coerência. De facto apresentarem-se como “alternância” com base numa solução que só é viável se envolver a direita mais liberal e o CDS – partido que acaba de estar coligado nos últimos anos com o PSD – põe a nu a incoerência total desta iniciativa”, sentencia o PCP.

Os comunistas assumem que “a maioria obtida pelo PSD é, como o PCP já afirmou, um elemento negativo para a vida política na Região que dará continuidade à política de agravamento de injustiças e exploração que tem marcado a sua governação, sozinho ou em coligação com CDS. Um factor tão mais negativo quanto acompanhada da perda eleitoral do PCP, a força mais coerente e combativa contra o que PSD representa, e sobretudo a quem com verdade se pode apresentar como portadora de uma política alternativa”, reclama.

Todavia, os comunistas entendem que, “mais do que qualquer vontade de oposição ao PSD o que sobra deste “número” que PS e JPP ontem quiseram fazer é, de facto, uma confissão antecipada de cobertura política à governação do PSD”.

“Com verdade se pode afirmar, que o que de substancial PS e JPP vieram anunciar na declaração à imprensa de ontem é que, confirmada a óbvia inconsequência desta proposta confessada aliás pelos próprios, o que sobra é o compromisso que ali se ouviu de garantirem estabilidade ao PSD, ao seu governo e à sua política de desastre contra os trabalhadores, para o povo e para a Região”.

Ora, para a CDU, “a defesa dos interesses dos trabalhadores e do povo não precisam de exibicionismos políticos sem sentido ou consequências práticas que mal disfarçam o que PS e JPP partilham com o PSD em muitas das que são as opções de política económica e social. O que se impõe é afirmar uma verdadeira política alternativa que garanta salários e reformas dignas, direito à habitação, à saúde, à educação, ao transporte, o combate à precariedade e à pobreza. É para este objectivo de uma vida melhor que o povo encontrará todos os dias o PCP ao seu lado em cada uma das lutas necessárias para garantir direitos”, promete o partido.


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