As trabalhadoras da Santa Casa da Misericórdia de Machico reuniram-se em plenário a 21 de Maio, fazendo o ponto da situação depois das jornadas de luta, com greves a 21 de Dezembro do ano transacto, e nos dias 24 de Abril e 3 de Maio deste ano.
De acordo com um comunicado do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritório e Serviços de Portugal, as trabalhadoras “analisaram a falta do cumprimento dos compromissos da Sra. Provedora”. Na reunião tripartida de 13 de Março deste ano, na DRT, a dita provedora “voltou a comprometer-se a pagar, no salário de Março, as diuturnidades de Janeiro, Fevereiro e Março” deste ano, “contando a soma das diuturnidades desde a data de entrada ao serviço de todos os trabalhadores”, o que “mais uma vez não cumpriu”.
Com a greve de 24 de Abril a instituição viu-se “obrigada” a pagar no salário do mês de Abril os valores das diuturnidades referentes a esse mês, o que as trabalhadoras encaram como o resultado das suas acções de luta, apoiadas pelo Sindicato.
Força dessas acções de luta, que incluíram manifestações à porta da Secretaria da Inclusão, a DRT convocou nova reunião tripartida de urgência, que se realizou no dia 8 de Maio.
“Esta luta das trabalhadoras fez com que comparecessem à reunião mais dois representantes da Mesa da Santa Casa para além da Sra. Provedora”, diz a estrutura sindical, “vinculando assim os compromissos assumidos pela Mesa da Santa Casa”.
Os compromissos assumidos, diz o Sindicato, incluem o pagamento das diuturnidades nos salários de Maio, Junho, Julho e Agosto, e encontrar forma de pagamento de retroactivos.
“As trabalhadoras decidiram aguardar pelo salário de Maio de 2024, na esperança de que a mesa da SCMM cumpra o prometido”. Reunir-se-ão novamente em plenário no mês de Junho, anuncia o sindicato CESP.
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