A Candidatura do Livre abordou hoje na sua campanha os graves problemas de falta de habitação acessível na RAM.
A 1ª candidata, Marta Sofia, prestou declarações à imprensa durante a acção de contacto no “Bairro do Hospital”.
Entretanto, o partido veio acusar o PSD de, em 48 anos de governação, não ter resolvido o problema da falta de habitação social, nem da habitação a custos acessíveis.
“Neste momento estamos perante o atropelo da especulação imobiliária, é o negócio desenfreado de uma ilha que não está a ser feita para os madeirenses e porto-santenses viverem”, refere esta força política num comunicado.
“Nos últimos 5 anos o valor por m2 duplicou, atingindo já mais de 3000 euros. Hoje o valor médio dos imóveis vendidos ultrapassa já o meio milhão de euros. O acesso à habitação para pessoas de baixo e médio rendimentos é uma miragem. É inaceitável a pressão sob as famílias e sob os jovens que querem arrendar ou comprar casa na região”, entende o Livre.
“A falta de habitação compromete o direito básico à mesma. Não podemos ignorar o facto de que os madeirenses estão a ser despejados das suas casas, estrangulados com o aumento galopante das prestações dos créditos e das rendas. É urgente, um plano de emergência para a Habitação, bem como uma resposta capaz por parte da Segurança Social”, preconiza esta formação.
Mas, adverte, “um plano de emergência para a habitação tem de ser articulado em várias frentes. E acima de tudo precisa de vontade e coragem política para enfrentar os interesses de alguns em benefício da maioria dos Madeirenses”.
O partido Livre tem propostas para o Plano de Emergência para a Habitação:
– 20 % de habitação a custos acessíveis nos novos empreendimentos
– Financiamento à autoconstrução e aos projectos de arquitetura.
– Aumento dos apoios ao arrendamento e compra de habitação.
– Conversão de edifícios públicos, sem uso, em residências para estudantes
“É urgente que se tomem medidas que ataquem de forma urgente a escassez de habitação que os madeirenses enfrentam e isso só é possível com a intervenção directa do governo regional por forma a travar a especulação imobiliária”, conclui o partido.
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