José Manuel Rodrigues apresentou ontem a candidatura à liderança do CDS-PP Madeira com apelos à memória, à consciência e à resistência, vincando que o partido que dirige não deve ser responsabilizado por atos que não cometeu. “Peçam-nos tudo, mas não nos peçam para pagarmos os erros e os pecados políticos dos outros”, afirmou.
“Estou hoje aqui para Responder a três Apelos: um Apelo da Memória; um Apelo da Consciência e um Apelo da Resistência”, começou por referir perante quase uma centena de militantes, que marcaram presença no hotel Barceló, no Funchal.
“Sou candidato à liderança do CDS da Madeira em nome de tudo o que fiz por este partido, em reconhecimento de tudo o que dele recebi e num tributo a todos os que o construíram e o ergueram ao longo destes 50 anos”. O líder centrista salientou que “o CDS sempre serviu bem a Madeira, estando na Oposição ou no Governo, e os madeirenses reconhecem-no. O CDS é um Partido confiável, previsível, leal e fiel aos compromissos que assume. Nos tempos que correm, estes são valores que vão rareando, mas pelos quais sempre me regi”, disse reforçando que “o CDS faz falta à Madeira”.
José Manuel Rodrigues candidata-se à presidência do CDS-PP Madeira para “honrar o passado, para resistir no presente e para Fazer o Futuro”, afirmando que “o regresso à liderança não é a repetição da história, é pela reafirmação de um partido histórico, é pela abertura de um novo capítulo de sucessos para o CDS”.
“É preciso rasgar novos horizontes para a Autonomia e encontrar novas respostas para os problemas dos Madeirenses e dos Porto-santenses”, referiu, reconhecendo que “vivemos a mais grave crise política desde a implantação da Democracia e da Autonomia, há 50 anos”.
“Num momento em que a Autonomia está ferida na sua dignidade e a Madeira está ferida no seu orgulho, eu não poderia faltar à chamada de dar o meu contributo para devolver a Esperança e a Confiança aos Madeirenses. Não poderia faltar-lhes”, enfatizou.
José Manuel Rodrigues afirmou que “a responsabilidade desta crise tem origem em desentendimentos entre o PSD e o PAN”, que “foi provocada por uma investigação judicial.
O CDS é uma vítima colateral desta situação, mas, apesar disso, tudo fez para encontrar uma solução para esta crise política. Nesta crise, o CDS esteve à altura do que lhe era exigido. Quando alguns se refugiaram na cobardia, o CDS chegou-se à frente e demonstrou coragem”, frisou.
Lamentou, também, que o “PSD, inexplicavelmente e sem justa causa” tenha rompido “o acordo de coligação com o CDS, ainda antes da realização das últimas eleições nacionais, onde os partidos tinham lista conjunta, e ainda antes das eleições europeias, marcadas para junho.
Cada um assumirá as suas responsabilidades. As do CDS foram assumidas no tempo e nos locais próprios, salvaguardando sempre e em primeiro lugar os interesses da Madeira e dos Madeirenses”, rematou.
José Manuel Rodrigues destacou o papel do CDS no “dignificar o Parlamento, como principal órgão de Governo próprio da Região”, ao “abrir as portas da Assembleia ao povo que representa”, ao “aproximar os deputados de quem os elege”, e ao projetar a Casa Mãe da Democracia e da Autonomia como polo cultural”.
O dirigente centrista regional, atual Presidente da Assembleia Legislativa da Madeira, assumiu pela primeira vez a liderança do CDS-PP Madeira em 1997. Foi deputado no Parlamento madeirense durante várias legislaturas e eleito deputado na Assembleia da República em 2009 e 2011.
Recandidata-se à presidência do CDS-Madeira com 5 grandes objetivos: “ampliar a Autonomia e garantir que os Direitos de Madeirenses são assegurados pela República Portuguesa; restaurar a confiança dos Cidadãos na Democracia e nas suas instituições, reformando o Sistema Político Regional; fazer com que o Crescimento Económico signifique mais Justiça Social, reduzindo as desigualdades e dando oportunidades de Vida a todos; promover a afirmação e a ascensão social dos Jovens na nossa sociedade e proteger a dignidade dos mais velhos; e garantir qualidade de vida e de bem-estar para todos os madeirenses, independentemente de onde vivam e da sua condição social”.
“Temos de assegurar igualdade de oportunidades para todos os cidadãos, defender o acesso aos cuidados de saúde e a uma habitação digna, promovendo o trabalho e o mérito, mas acautelando, também, a inclusão social daqueles que, por qualquer motivo, ficam nas margens do crescimento e do desenvolvimento. Neste caminho, ninguém será ignorado”, afiançou José Manuel Rodrigues.
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