“Chega” diz que causa animal não pode estar refém de radicais

A candidatura do CHEGA-Madeira dividiu o seu dia de campanha entre visitas a instituições e contactos com a população. De manhã, a campanha visitou a Sociedade Protectora dos Animais Domésticos (SPAD),  instituição privada sem fins lucrativos. Já na parte da tarde, o CHEGA foi a várias zonas da freguesia de São Martinho, onde promoveu contactos de auscultação com a população local.

Nas iniciativas do dia, abordou alguns dos assuntos que definem a actualidade política regional e nacional, conferindo especial destaque à causa animal. Para a candidatura do CHEGA, a causa animal “não é a propriedade privada de nenhum partido, mas sim a luta nobre de todos aqueles que respeitam os animais, que lutam pelo seu bem-estar e que trabalham para que, cada vez mais, os animais vejam os seus direitos respeitados e consagrados.”

A juntar a isto, a candidatura do CHEGA sublinhou o que vê como hipocrisia dos partidos ditos defensores dos animais.

“O nosso grupo parlamentar apresentou uma excelente proposta que visava garantir o cumprimento da legislação médico-veterinário municipal, a qual foi vergonhosamente rejeitada com os votos contra dos autointitulados animalistas. Só isto prova bem que, na hora da verdade, esses partidos não passam de organizações ideológicas, onde o fundamentalismo bafiento e o radicalismo selvagem valem muito mais do que o senso comum e o próprio bem-estar animal.”

Para contrariar esta situação, a candidatura do CHEGA avança com um número de medidas que visam aprofundar o reconhecimento e o respeito do Estado pela causa animal, entre as quais reconhecer, de forma expressa, a dignidade constitucional dos animais, garantir a implementação efectiva da lei contra os maus-tratos a animais de companhia através do agravamento das penas, garantir a existência de uma rede de cuidados médico-veterinários em todo o país, reforçar a fiscalização do cumprimento das regras de bem-estar animal nos centros de recolha oficial, reconhecer e valorizar as organizações e associações na sociedade civil, empenhadas na defesa e protecção do bem-estar animal e rever a legislação no sentido de regulamentar o acesso à habitação por quem tem animais de companhia, de forma a que estas famílias não sejam discriminadas, refere um comunicado deste partido.

“A causa animal é demasiado importante para estar refém das dissertações de fundamentalistas e animalistas radicais. Porque são gente que facilmente se vende em troca de tachos, facilitismos pessoais e poder, são incapazes de fazer política séria e com consequência. O CHEGA está pronto para dar um contributo também nessa área e as nossas propostas incidem sobre áreas reais e relevantes”, disse Francisco Gomes, cabeça de lista do CHEGA à Assembleia da República.


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