Viagem nas Filipinas: a Chinatown mais antiga do mundo

Manila alberga 14 milhões de pessoas. Nas horas de ponta, para percorrer oito quilómetros, podemos levar mais de uma hora. No metro de superfície, a sensação pode ser asfixiante, assim como em tuk tuks, com todos os escapes de automóveis e motos… Andei de máscara e isso fez-me lembrar das recomendações do secretário da Saúde da Madeira, Pedro Ramos, com aquele chavão; “Temos que aproveitar as oportunidades que o Covid nos dá”. E quais eram? “Lavar as mãos e usar a máscara…”

Mas homem prevenido vale por dois no meio de toda esta poluição e movimentação. O seguro morreu de velho. Passeio-me assim mascarado nesta zona da Chinatown.
Encontram-se carros de bombeiros em cada esquina…

É imperdível ir a Manila  e não visitar este mercado com mais de 400 anos de existência. Os registos históricos indicam que imigrantes chineses chegaram ao país muito antes dos espanhóis que colonizaram as Filipinas.

A comida de rua está sempre presente
Fundado em 1594, o bairro foi um “presente” dos espanhóis aos chineses que viviam naquela área da capital. Localizada do outro lado do rio Pasig, em frente à cidade murada espanhola de Intramuros, a Chinatown de Manila é diferente de outras ao redor do mundo, pois a marca espanhola e as catedrais presentes no bairro contrastam com as edificações tipicamente chinesas.

Mesmo assim, a Chinatown, também conhecido como Binondo, atrai turistas de várias partes do mundo. É uma movimentada área de comércio. Um grande arco marca a entrada principal do bairro chinês de Manila. Lojas, bancos e outros estabelecimentos com inscrições em mandarim reforçam a preservação cultural dos seus moradores.

A sinalização das ruas, muitas vezes, está em três línguas: filipino, inglês e chinês. Muitas placas de identificação apresentam o desenho de dragões, símbolo tradicional dos chineses.

No bairro, é possível encontrar várias instituições tradicionais chinesas, como as associações de clãs, escolas de artes marciais e outros.

As empresas em Chinatown atendem às necessidades alimentares, culturais e religiosas da população formada por imigrantes e seus descendentes. Os carros de bombeiros são conduzidos e administrados  por organizações chinesas. O bairro chinês é conhecido por Binondo e foi criado em 1584 e quase totalmente destruído durante a segunda Guerra Mundial.

Algumas construções resistiram; a bela igreja de Binondo, templo cristão, ou o templo budista Kuang Kong. O mercado Arranque é ainda autêntico, com cobras, lagartos, pombos  e sapos à venda… Mas não como bichinhos de estimação, e não vi ninguém do PAN  a se manifestar.

 

Durante o trajecto deliciei-me aqui e ali  com empanadas de camarão, bolinhos de massa… Experimentei alguns bolinhos frescos feitos à mão, camarão cristal, carne de porco doce e salgada…

Para finalizar visitei uma padaria centenária, e provei um tipo diferente de pão recheado com almôndegas, Enfrentar o regresso ao hotel não é tarefa fácil: uma história para contar mais tarde.


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