“Confiança” diz que Monte está ao abandono; mostra solidariedade com Idalina Perestrelo e Francisco Andrade

A “Confiança” veio hoje lamentar que o Monte de uma forma geral, e o Largo da Fonte em particular, se encontrem votados ao abandono desde o início do actual mandato pelo novo elenco camarário.

Hoje, após a reunião semanal do executivo, os vereadores da oposição na Câmara Municipal do Funchal manifestaram também a sua solidariedade para com os dois visados no processo judicial, que ontem conheceram a sua sentença de absolvição, passados quase sete anos da tragédia que vitimou 13 pessoas.

O vereador Miguel Silva Gouveia declarou que “depois da Confiança ter apresentado um projecto de requalificação para o Largo da Fonte, que incluía um memorial às vítimas da tragédia que ali aconteceu, este tenha sido absolutamente descartado pelo actual executivo, não chegando a sair do papel”.

O autarca referiu ainda que este exemplo “demonstra o abandono a que toda a freguesia do Monte tem sido alvo durante este mandato, cujos moradores assistem à propaganda das promessas que se multiplicam, mas nunca vêm nada chegar ao terreno”.

O vereador garante que a Confiança não permitirá que o assunto caia no esquecimento, porque “julgamos que é importante honrar e respeitar as vítimas, assinalando de forma perene a sua memória”.

Na sequência da absolvição dos arguidos deste caso, Miguel Silva Gouveia reiterou a solidariedade para com Idalina Perestrelo, ex-vice-presidente da CMF, e Francisco Andrade, dirigente responsável pelos Espaços Verdes Urbanos.

“Esta sentença permite finalmente um virar de página, a estes sete anos de pesadelo por que passaram, mostrando que fizeram tudo o que estava profissionalmente ao seu alcance para evitar que aquilo tivesse acontecido”, sublinhou.

O autarca lembrou que “a injustiça que as famílias das vítimas sofreram, nunca se apagaria com outra injustiça sobre estes dois representantes do município”, lamentando ainda, “todo o aproveitamento político que, desde o fatídico início, se tentou extrair deste caso, negligenciando toda a dimensão humana da trágica situação”.

A este respeito diz que “alguns recentes acontecimentos mostram que poucos aprenderam com este exemplo”.

Na ordem de trabalhos, a maioria dos assuntos relacionados com benefícios fiscais, apoios, isenções e questões de urbanismo foram aprovados por unanimidade. Neste aspecto releve-se as aprovações consensuais da legalização do Complexo Desportivo do Marítimo em Santo António, ao abrigo do artigo 97º do PDM, da isenção de taxas à campanha de vacinação animal a decorrer este ano e do pagamento das bolsas de estudo universitárias para o corrente ano escolar.

 


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