A Comissão Política do PSD/M, reunida na noite de segunda-feira, deliberou a convocação de um Congresso ordinário para os próximos dias 20 e 21 de Abril, antecedido de Eleições Directas a 21 de Março. Objectivo: clarificação interna sobre a liderança, que é fundamental que ocorra ainda antes da decisão do Presidente da República, prevista a partir de 24 de Março, conforme explicou o presidente do PSD/Madeira, Miguel Albuquerque, que foi também o porta-voz da reunião.
Miguel Albuquerque assegurou que o PSD/Madeira “não deixará de assumir as suas responsabilidades, no presente e no futuro e tudo fará para continuar a garantir a estabilidade social, a continuidade do crescimento económico em curso, assegurar a confiança dos investidores internos e externos, concretizar as obras publicas em execução ou programadas, assim como manter a elevada taxa de empregabilidade dos nossos concidadãos e reforçar os apoios sociais às famílias”.
Para o dirigente do PSD-M, “toda a gente” sabe que a actual crise política e o processo de averiguação judicial em curso “derivam de um conjunto de denúncias falsas desencadeadas pelos nossos adversários políticos, designadamente alguns elementos do PS/M”, adversários esses que, através da instalação de um clima de desestabilização e desconfiança na Região, “pretendem obter por via indirecta aquilo que não conseguiram obter nas urnas”.
A 21 de Fevereiro realizar-se-á um Conselho Regional para a aprovação do respetivo Regulamento do Congresso e, até 29 de Fevereiro, decorrerá a entrega das Listas e respectivas moções, segundo foi anunciado.
Miguel Albuquerque assegura que o PSD/Madeira continuará focado nas Eleições Nacionais, reiterando o objectivo da vitória a 10 de Março.
“O PSD/Madeira, neste momento, assume as suas responsabilidades, não temos de ter medo de correr riscos nem de ir a eleições”, assegurou Albuquerque, para quem o mais importante é “proceder à clarificação interna que se impõe, nunca esquecendo que aquilo que está em causa é o futuro da Madeira”.
“Nós não vamos deixar a Madeira ficar a andar para trás, nós não vamos parar os investimentos e muito menos vamos fazer com que o nosso povo volte a viver como no passado, onde era colonizado e mandado a partir de Lisboa e não tinha qualquer possibilidade de tomar decisões relativamente ao seu destino colectivo”, proclamou o social-democrata, repetindo o chavão “à política o que é da política e aos Tribunais o que é dos Tribunais”.
“Quase de certeza que serei candidato à liderança do PSD/Madeira, porque acho que tenho todas as condições políticas, nunca fui comprado por ninguém, tenho a minha consciência tranquila e estou preparado para defender-me em todas as instâncias”, disse, reforçando que aquilo que foi decidido em Lisboa, a propósito dos processos em curso “é bastante esclarecedor para toda a gente”.
Quanto à falada possibilidade de o PSD sacudir o CDS, deixou quaisquer decisões para “a nova Direcção a sair do Congresso”.
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