Bloco de Esquerda denuncia desigualdades no acesso à Saúde

A candidatura do Bloco de Esquerda às eleições legislativas regionais esteve hoje na Nazaré. Ali Dina Letra, a coordenadora regional, ouviu algumas queixas da população, em matéria de Saúde.

Segundo o partido, as pessoas queixam-se de dificuldade em recorrer a cuidados de saúde atempados, em consultas, exames ou cirurgias; lamentam a sua falta de dinheiro para recorrer ao privado; falam dos medicamentos que estão cada vez mais caros. Por seu turno, o BE relembra os mais de 100 mil actos médicos por cumprir, “com ou sem apagão informático ou com o truque das especialidades que foram mandadas retirar pelo secretário da saúde”.

A falta de resposta do SESARAM à população, dizem os bloquistas, é a marca da governação do PSD-M das últimas duas décadas. Resultam de um desinvestimento neste serviço, da falta de médicos e outros profissionais de diversas valências, e ainda da “cedência descarada ao lobby privado da doença”, que permitiu a proliferação, “como cogumelos, de clínicas e hospitais privados, a par dos seguros de saúde”.

Para o BE, está a ser criada uma grande desigualdade entre quem pode e quem não pode, efectivamente, usufruir de uma saúde de qualidade.

O BE defende o reforço do investimento na saúde a nível regional e propõe regime de exclusividade para os médicos, com majoração de 40 por cento do seu vencimento; contratação de enfermeiros; negociação com a República do número de vagas onde há maior carência de especialistas; descentralização de cuidados de saúde, com consultas de pediatria, oftalmologia ou dermatologia possíveis nos centros de saúde; medicina dentária para toda a população; comparticipação dos medicamentos a 100 por cento para pessoas com rendimento abaixo do salário mínimo na RAM; combate ao desperdício de medicamentos, com recurso à unidose.


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