Expedição leva cientistas a investigar as águas profundas da Madeira

Que espécies se escondem no fundo do mar? Como se comportam e de que vivem? Qual o papel das alforrecas, animais sensíveis e dificeis de capturar com redes, na teia alimentar que controla toda a comuniade? Que importância podem ter para a ciência e a exploração do fundo do mar? Para responder a estas e outras questões, 22 cientistas internacionais vão embarcar numa expedição onde não faltarão sofisticados sistemas de captação de imagem, redes especiais e um robot de águas profundas, informa um comunicado.

A bordo do navio RV Maria S. Merian, partem na esperança de ficar a conhecer esta delicada espécie a fundo e, quem sabe?, trazer grandes novidades.

O MARE – Centro de Ciências do Mar e do Ambiente é o único parceiro português desta expedição.

Coordenada pelo GEOMAR Helmholtz Centre for Ocean Research Kiel, para além do MARE-Madeira/ARDITI, a expedição conta com a participação de referências como o Smithsonian Institution’s National Museum of Natural History, a Universidade do Sul da Dinamarca e a Universidade de Hamburgo.

A expedição promete ser “mais um passo no fortalecimento das parcerias internacionais e experiência em investigação em alto mar na Madeira. Com isso, é expectável que se atraiam maiores investimentos em investigação, ajudando a desenvolver e a criar mais oportunidades de emprego altamente qualificado para a Região”, refere outra nota.

Os trabalhos, coordenados na Região pelo investigador do MARE-Madeira/ARDITI João Canning-Clode, decorrerão à volta da investigação nas áreas da biologia e ecologia marinha, especificamente nas cadeias alimentares oceânicas e o papel do zooplâncton gelatinoso.

O fundo do mar é o lar de alguns dos ecossistemas e formas de vida menos explorados do planeta. O mar profundo também é essencial para o ciclo do carbono e os ciclos dos nutrientes que sustentam a vida subaquática (e em terra) e mitigam as alterações climáticas. Mas o mar profundo também está ameaçado pelas pressões humanas e pelo aumento das temperaturas. Mais pesquisas nas profundezas são necessárias para proteger toda a vida e os meios de subsistência que dependem de um oceano saudável, refere-se.

A pesquisa começa a 9 de Fevereiro e deverá terminar a 4 de Março.


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