Filipe Sousa deu hoje uma conferência de imprensa com duas mensagens centrais. Defendeu regimes fiscais diferenciados no continente, Madeira e Açores; e criticou severamente a forma como alguns partidos, nomeadamente PSD e PS, têm gerido a crise política que assolou a Madeira e que deixou os madeirenses de luto, refere um comunicado.
O cabeça de lista do JPP à Assembleia da República considera que os partidos estão mais preocupados com as suas metas partidárias e com chegar ao poder a todo o custo, em vez de estarem preocupados com a aprovação do Orçamento Regional, instrumento essencial para a estabilidade regional e para garantir os projectos em curso, muitos deles com financiamento comunitário que urge assegurar.
Sobre uma das 12 medidas constantes do Programa Eleitoral do JPP, Filipe Sousa defendeu um regime fiscal próprio para cada uma das realidades económicas do país, que no continente é dominada pela indústria, nos Açores pelo sector primário e na Madeira pelos serviços.
“Em Portugal, temos três regimes económicos distintos e há regime fiscal único para estas diferentes realidades. Urge mudar esta situação que prejudica a população e a economia, e a oportunidade de alterar este estado de coisas é através da revisão da Lei das Finanças Regionais”, defendeu, criticando os partidos até agora com assento na Assembleia da República por andarem a marcar passo numa matéria tão importante.
Aliás, igual comportamento têm tido em relação ao CINM, que tem um modelo caduco, através do qual as receitas fiscais vão quase todas para o Estado, apesar deste não reconhecer a importância daquela praça financeira. O candidato do JPP defende, por isso, um novo modelo para o CINM semelhante ao que existe em Chipre ou Malta.
Sobre a crise política na Madeira, Filipe Sousa realçou que partilha com o povo madeirense a tristeza e a preocupação com o que está a acontecer. Daí não entender que existam partidos “a deitar foguetes e a fazer festa”, ansiosos por chegar ao poder, como é o caso do PS, enquanto que o partido que governa a Região há mais de 50 anos, dá o triste espectáculo de colocar os interesses partidários à frente dos interesses dos madeirenses, refere o JPP.
“Temos de nos colocar do lado do povo, e não andar nestes jogos. Os madeirenses querem soluções”, salienta, acrescentando que o JPP tem tido a posição certa nesta matéria. O partido defende eleições sem correrias, preferindo antes dar prioridade ao orçamento regional e não embarcar em moções de censura feitas à pressa e que só prejudicam os interesses do povo.
Filipe Sousa também deixou claro que o JPP não vai entrar no jogo dos acordo pré-eleitorais, preferindo fazer o seu caminho sozinho e apresentando o trabalho que tem sido feito no Parlamento Regional e em Santa Cruz, onde recuperou uma câmara falida pelo PSD.
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