
O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque, voltou hoje a reafirmar a sua intenção de não se demitir, apesar de ter sido constituído arguido no âmbito da investigação sobre corrupção na Madeira, actualmente em curso pela Polícia Judiciária e Ministério Público, e que ontem tanto deu que falar.
Albuquerque falou hoje aos jornalistas à margem de eventos nos quais participou. Voltou a insistir que o estatuto de arguido permite ao visado elaborar a sua defesa e sublinhou que não abdica de exercer essa defesa, mau grado o que considera ser um “linchamento” na praça pública, através dos órgãos de comunicação social e redes sociais. Pelo facto de ser político, referiu, não deixa de gozar de nenhum dos direitos que lhe assistem enquanto cidadão.
No entanto, admitiu poder pedir para levantar a imunidade de que goza, ao abrigo dos cargos que desempenha, e que inclui o de conselheiro de Estado. Mas não avança qualquer altura para tomar essa decisão, reafirmando inocência nas suspeitas que sobre ele recaem.
Albuquerque quer usar os recursos que se dispõe para se defender até à última, atitude na qual, até agora, conta com a solidariedade do líder social-democrata nacional, Luís Montenegro.
No entanto, conforme têm referido insistentemente os media nacionais, esta sua posição contrasta com aquela que manifestou recentemente em declarações públicas sobre a demissão do primeiro-ministro, António Costa; na altura considerou que, pesando uma suspeição sobre Costa (que nem sequer fora constituído arguido) este não tinha mais condições para se manter no cargo.
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