JPP responde à “novela do LIDL”: “Distorcer para enganar”, diz

O JPP já veio responder ao “último episódio” do que classifica “a novela do LIDL”, nomeadamente o comunicado a CMF que anteriormente publicámos.

“O assunto do LIDL causa verdadeiros pruridos noticiosos envolvendo o JPP, o único partido que manifestou interesse em saber os porquês de esta cadeia de supermercados estar a protelar o investimento que tinha previsto para a Região com a abertura de quatro lojas”, diz Leonardo Reis, do Secretariado Nacional do partido.

Para esta força política, a Câmara Municipal do Funchal (CMF) tem tido uma posição dúbia relativamente ao LIDL, especialmente no que concerne à loja do largo Severiano Ferraz.

O JPP, através do seu assessor parlamentar, requereu à CMF elementos em fotocópia simples, relativamente a este investimento da cadeia alemã. Em momento algum solicitou elementos que conferissem o acesso a segredo comercial da empresa, assegura o partido “verde”.

A decisão do Tribunal foi que se concedesse acesso à documentação, expurgada desses segredos. O LIDL recorreu desta decisão e está no seu direito, prossegue o comunicado.

“No entanto o comunicado da CMF refere o recurso apresentado pelo LIDL, como “um ataque cerrado ao Juntos Pelo Povo (JPP) e que a empresa está convicta de que aquele partido está a actuar ao serviço de outras cadeias de supermercado a trabalha na Região”. Ora esta é uma interpretação muito rebuscada, imaginativa até, de uma decisão legítima de recurso da empresa. Em momento algum é referido o nome do JPP nem tão pouco o “interesse” em outras cadeias de supermercados a operar na Região”, explica o partido.

O JPP quer afirma que apenas pretende fundamentalmente saber, junto da CMF, o porquê dos atrasos na implementação destes investimentos.

“É simplesmente isto! Nunca pretendeu saber segredos comerciais que pudessem pôr em causa o investimento da cadeia alemã na Região. Antes pelo contrário, mais um “player” na distribuição regional é muito bem-vindo, como forma de trazer concorrência e a consequente baixa de preços e diversidade nos produtos, em benefício da economia das famílias madeirenses”, esclarece.

“Este comunicado da CMF procura “virar a ponta ao prego” colocando o ónus da culpa no JPP apresentando-o como o inimigo do investimento, quando toda a gente já percebeu que a CMF é o primeiro obstáculo à entrada LIDL no mercado regional, tendo sido a própria CMF a envolver a LIDL num simples processo de pedido de informação. Fica, no entanto, por responder em que pé estão os processos de licenciamento da LIDL na RAM”, conclui-se.


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