A Iniciativa Liberal veio hoje insistir em que uma das mais importantes missões da APRAM passa pela descarbonização.
“A descarbonização do Porto do Funchal, mas não só, é essencial para a manobra desta infraestrutura e encaixa nas determinações da Comissão Europeia, relativamente à utilização de energias verdes nos portos europeus”, referem os liberais.
É esta, dizem, a razão de a APRAM ter criado o programa 21-PT-TG-GREEN PORTS MADEIRA, de modo a acelerar o processo, tendo conseguido um apoio comunitário de 580 000 €, de um total de 1,2 milhões, sendo a contribuição regional de 602 000 €.
“Prevê a APRAM, sem ter concluído nenhum estudo, criar 3 postos de abastecimento nos cais 1, 2 e 6. Relevamos a nota de que o cais 1 é aquele onde está a rampa RO-RO que, por enquanto, só serve o Lobo Marinho, o que também nos leva a estranhar a não aplicação do mesmo princípio no Porto Santo, quando o navio lá acosta”, diz a IL.
“Em relação ao porto do Caniçal, onde os navios ficam um maior período de tempo acostados, a sua maior idade e a utilização de combustíveis mais poluentes, é incompreensível, e estranho, que nada esteja previsto…. Que fique bem claro para todos que falamos de um estudo. Os 1 200 000 € são para estudar o modo como se deve executar fornecimento de energia eléctrica aos navios a partir da parte TERRA”, esclarece o partido.
“E precisam de 1,2 milhões para estudar se já sabem isto? Para estudar o quê? Se é um estudo de exequibilidade, é para determinar se é possível. Se é para definir o como, é um projecto, não é um estudo. 1,2 milhões para executar estudos?”, questionam os liberais.
“As datas indicadas para que o projecto seja implementado é a de 2030. Só para que se fique com uma ideia, o Porto de Narvik (Noruega) anunciou, no ano transacto, que ia dar início ao processo de descarbonização e que previa a sua conclusão para 2024. Dois anos para passar da ideia à sua efectivação. Estudos, projectos, construção. A data de 2030 foi a que o Governo da República deu para o processo estar concluído em todo o país. Por cá toca de aproveitar. Se fosse 2099, certamente seria essa a que a APRAM daria como data de conclusão. Voltando a Narvik, o valor do projecto total estará um pouco acima do milhão de euros. Por cá, só o estudo, custará 1,2 milhões. Clarificando, porque há sempre quem não queira perceber, a electrificação em Narvik custará menos que só o estudo para o mesmo fim no Porto do Funchal”, insiste o comunicado da Iniciativa Liberal.
“Temos bem presente que os custos são variáveis e têm que ver com inúmeros factores e ponderáveis. O Porto de Sète, em França, verá a sua descarbonização “ship-to-shore” ser feita por 2,5 milhões de euros, também com 3 postos de abastecimento. 1,2 milhões está a APRAM a gastar só com um estudo. E Agosto de 2022, e novamente em Abril deste ano, perguntávamos quem ia efectuar o estudo que vai custar tanto dinheiro. Não temos nada contra estudos, bem pelo contrário, mas pensamos que devem ser claros e devidamente justificados para que se não fique com a sensação de que se deita dinheiro fora”, reforça o partido.
“Passou mais de um ano e continuamos sem saber qual o prazo para a efectivação do estudo. Quem o vai, ou está a fazer? Quais os seus pressupostos? Como estão a ser aplicadas as verbas? Estão os prazos a ser cumpridos? Em que sentido correm as conclusões? Integra a EEM o grupo de trabalho que faz o estudo?”
“Estranhamos sempre estes “combates” à poluição, quando os processos tresandam a matéria altamente poluente”, ironiza a IL.
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