Albuquerque sentenciado a mostrar gastos de viagens; JPP quer “expor a podridão”

O JPP veio hoje informar que esta semana o Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal sentenciou, novamente, o presidente do Governo Regional da Madeira a entregar, em 10 dias, “mais documentos dos GASTOS da viagem principesca à Venezuela”.

“Perguntar-se-á: por que razão estamos a fiscalizar esta viagem pomposa, que segundo a revista Sábado, já custou mais de 122 mil euros ao contribuinte, entre estadias, advogados, eventos aristocratas, hotéis de cinco estrelas, jantaradas, tudo pago com o nosso dinheiro?”, diz o partido.

E já avança com  a resposta: “Para desgosto daqueles que veem as “borgas políticas” apenas na casa dos outros, e que protegem e omitem deliberadamente a PROMISCUIDADE entre a política, as empresas de informação e os negócios (e escondem o “dono” do gás), vamos intensificar, neste mandato, a fiscalização e o escrutínio, e EXPOR a PODRIDÃO!”, afirma esta força política.

“Os “papelinhos”, numa versão combinada entre os governantes (Albuquerque e Calado) e os directores de informação supostamente independentes, vão continuar a cair, um a um, em prol da transparência. Estamos a fiscalizar e a escrutinar se o nosso dinheiro é eficientemente bem gasto. Sem luxos, mordomias, ilegalidades e vergonhosas promiscuidades entre entidades públicas e empresas, algumas das quais pertencentes ao universo empresarial que detém os órgãos de comunicação social”, assinala o “Juntos pelo Povo”.

“Pergunta-se: a administração pública regional não tinha meios e recursos para organizar essa viagem à Venezuela, com menos dinheiro? Ou interessava emitir os bilhetes antes do procedimento concursal, e garantir os fatos encomendados, e notícias “fofinhas”, dentro do mesmo universo empresarial. Vejamos: perante um escrutínio plural da comunicação social do rectângulo, a notícia de que a empresa RAMEVENTOS Sociedade Unipessoal, Lda. (que ganhou o concurso para realizar a viagem de Albuquerque) é PERTENÇA do mesmo universo empresarial DIÁRIO NOTICÍAS da MADEIRA, cairia que nem uma “bomba”. Seria escrutinada ao limite, abria telejornais, fazia capas de jornais, causaria demissões”, assegura o partido.

“Por aqui, na Ilha dos Amores (na versão camoniana) aconteceu alguma coisa? Ah, pois, já me esquecia, tentou-se “matar o mensageiro”! Por aqui, parece que a reacção à ética republicana, e ao escândalo das relações proibidas entre a política, a redação paga e os negócios, só é matéria de debate e de exposição no Retângulo e no Continente! Há MEDO! Todos têm “telhados de barro”. Guardam-se muitos “cacos” no arquivo histórico. A RAMEVENTOS Sociedade Unipessoal, Lda., já facturou, em quatro anos, e exclusivamente a entidades publicas, quase 900 mil euros, faltando acrescer o IVA”, aponta Élvio Sousa.

“Albuquerque teve, no limite, até a última sexta-feira para entregar as facturas dos artistas da comitiva, dos bilhetes em falta e do “desaparecimento “súbito”. Não entregou”, conclui o comunicado enviado à comunicação social.


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