Arrancou o novo ano parlamentar com caras novas na Assembleia

Fotos Funchal Notícias

Arrancou hoje o ano Parlamentar, uma nova Legislatura, com novos partidos e novas caras.

Há novas caras no PSD, no PS, na JPP, no Chega, na IL, no PAN, no PCP e no BE.

E o presidente do Chega a nível nacional, André Ventura também fez questão de estar presente.

Sem surpresas, foram eleitos o presidente José Manuel Rodrigues, os vice-presidentes José Prada, Rubina Leal e Sérgio Gonçalves, assim como a mesa da Assembleia composta por Clara Tiago (PSD), Olga Fernandes (PS), Carlos Fernandes (PSD) e Gonçalo Aguiar (PS).

Na primeira intervenção após ser reeleito presidente, José Manuel Rodrigues prometeu ser “o Presidente de todos os Deputados”.

“Sei de onde venho, sei onde estou, mas sobretudo sei que é preciso continuarmos a trabalhar — todos juntos— para dignificar e prestigiar o principal órgão de Governo próprio da Região. A maioria que irá suportar o próximo Governo Regional terá a minha inteira lealdade; as Oposições terão o meu máximo respeito. Conheço os direitos da Maioria, mas não ignoro os Direitos das Oposições. Nunca esquecerei que tenho o dever de ser o garante desses Direitos e o denominador comum deste Parlamento”, disse.

José Manuel Rodrigues pediu elevação no debate.

“O Parlamento é, por natureza, o lugar central do debate político-partidário e do confronto de ideias e propostas, mas, tal como os cidadãos, faço votos para que essa discussão seja feita com vigor e firmeza, mas também com educação e elevação, e que nunca se esqueça o respeito e a consideração que temos o dever de ter uns para com os outros e bem assim que nunca se ignore a dignificação do principal órgão de Governo próprio da Região”, referiu.

“Todas as legislaturas são diferentes e têm as suas particularidades, mas esta é especialmente desafiante face à representação de nove forças políticas, com uma maioria assente numa coligação de dois partidos e com um acordo de incidência parlamentar com um terceiro partido”, enatizou.

“Este é o Parlamento mais plural e polarizado da nossa História, com todas as correntes políticas aqui representadas, mas, ao contrário do que alguns possam prever, esta situação não é um obstáculo ao bom funcionamento dos trabalhos legislativos ou um entrave à estabilidade política. Antes pelo contrário: considero que é uma riqueza da Democracia que pode e deve ser valorizada e potenciada, além de ser a vontade soberana dos madeirenses e porto-santenses, manifestada nas eleições”, prosseguiu.

“À maioria, pede-se abertura para o diálogo e a negociação; das minorias, espera-se disponibilidade e predisposição para conversar e chegar a consensos. Sentido de Responsabilidade é o que os madeirenses e porto-santenses nos pedem nos próximos 4 anos. Diálogo e concertação é o que exigem a todos os partidos nesta legislatura, para que tenhamos estabilidade e governabilidade no arquipélago”, rematou.


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