Iniciativa Liberal insiste no tema do voto em mobilidade

A Iniciativa Liberal veio novamente defender o voto em mobilidade e, para o fazer, serviu-se de uma série de exemplos curiosos. “O Sr. João tem de estar em Lisboa de 21 a 25 de Setembro. O trabalho a isso obriga. A Ângela vai para Istambul a 22. Tem uma série de reuniões a que não pode faltar. A família Carvalho, depois de um ano de muito trabalho, vai gozar umas merecidas férias. O João, seu filho mais velho ia votar pela primeira vez”, diz a IL, como se estivesse a tecer, num comunicado político, uma novela.

“O André ficou colocado em Coimbra no curso que queria. A burocracia a que obrigava o poder votar, fez com que não conseguisse tratar do assunto na data limite.  O João, a Ângela, a família Carvalho, o André, são madeirenses e não vão votar nas suas eleições, que tanto lhes dizem”, prossegue a IL.

“E não o vão fazer porque o PSD e o CDS os impediram de o fazer, ao votaram contra essa possibilidade na Assembleia Regional”, lamenta o partido.

“Todos os portugueses (madeirenses incluídos) podem votar antecipadamente e em mobilidade nas outras eleições. Nas suas os madeirenses não podem. São tratados como portugueses de segunda por outros que se dizem madeirenses”, indignam-se os liberais.

O voto antecipado e em mobilidade é uma prática eleitoral que permite aos eleitores votarem antes do dia oficial das eleições ou em locais diferentes do seu local de residência. Esta prática é importante por várias razões e deve ser defendida para garantir eleições justas e inclusivas, entendem.

“Em primeiro lugar, o voto antecipado e em mobilidade aumenta a participação eleitoral. Muitos eleitores enfrentam obstáculos para votar no dia oficial das eleições, seja devido a compromissos de trabalho ou familiares, porque a estudar fora da sua área de residência ou a doenças ou deficiências que dificultam a mobilidade. O voto antecipado e em mobilidade permite que estas pessoas votem num momento ou local que lhes seja mais conveniente, aumentando assim a participação eleitoral e fortalecendo a democracia”, insiste a IL.

A Iniciativa Liberal diz, e é verdade, que andou meses a falar neste assunto. Após os órgãos regionais o terem feito; após os órgãos nacionais o terem feito; após pedido de audiência ao Presidente da República; após pedidos aos partidos com assento na ALRAM, feitos na Madeira e na Assembleia da República; após pedidos feitos às juventudes partidárias com assento parlamentar; depois de crónicas, artigos e entrevistas; depois de uma campanha com cartazes na rua; depois de tudo isto e perante a possibilidade de se poder exercer a democracia e a liberdade, “o PSD e o CDS, com a sua arrogância pseudo-autonomista, impediram muitos madeirenses de votar”, sublinha.

E deixa um apelo: “Se tens um familiar, um amigo,  que foram impedidos de votar, no dia 24 não te esqueças disso, nem de quem tudo fez para que esse impedimento não fosse realidade”.


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