A Iniciativa Liberal emitiu hoje um comunicado contando a história da “senhora Maria”, que “foi ontem ao Hospital Central do Funchal. Tem uma doença autoimune que a obriga a fazer tratamento todos os meses. Nada de muito complicado”.
Porém, e à chegada, “dirigiu-se ao atendimento, com o seu Cartão de Cidadão, para dar início ao processo que repete habitualmente. A Sra. que se encontrava atrás do balcão perguntou-lhe ao que ia. A Sra. Maria deu conta de ao que ia. “São uns injectáveis, que faço devido ao meu problema…”
“Ouviu como resposta que não era possível dar entrada porque nada funcionava no sistema. Que fosse ao sítio do costume e falasse com a Enfermeira. Quem a costuma atender não estava. Era uma colega. Explicou o que pretendia e, sem qualquer verificação de identidade, lá levou as injeções. Depois de medicada, a Sra. Maria pediu para falar com a médica que a acompanha. Para marcar o próximo tratamento. Não havia forma de fazer qualquer marcação: “a Sra. Maria que volte daqui a quatro semanas e repita o que fez hoje. É que isto, tão cedo, não fica resolvido”, avisaram-na.
“Enquanto se dirigia à saída, passou novamente para o balcão e pediu que lhe dessem um papel com o seu nome, os seus dados e a data, do próximo mês, do tratamento. Atravessou o Hospital quase vazio. Não havia consultas, nem tratamentos, um edifício despido da sua função. Lembrou-se das últimas palavras da enfermeira: “isto vai morrer gente”. Pensou para os seus botões: “se isto acontecesse num lugar onde a responsabilidade fosse coisa importante, já tinha caído o Carmo e a Trindade. Por cá, a responsabilidade é coisa sem valor. Ninguém tem culpa de nada”, constatou.
“Falam à boca cheia em gastar milhões e nem conseguem manter um sistema informático estável e seguro?” Isto faz muita confusão à Sra. Maria. “Isto devia fazer confusão a todos. Sem excepção”, repetem os liberais.
Descubra mais sobre Funchal Notícias
Assine para receber nossas notícias mais recentes por e-mail.








