Sérgio Gonçalves diz que a Saúde na RAM está em “descalabro” e “ruptura”

O líder do PS-M considerou hoje que a Saúde regional está numa situação de “descalabro”, em consequência de uma estratégia falhada do Governo de Miguel Albuquerque para o sector.

Há mesmo sinais “alarmantes” do estado de coisas, diz Sérgio Gonçalves, face a informações hoje divulgadas dando conta de um número recorde de altas problemáticas nas unidades do SESARAM.

“Quando temos a direcção clínica dos Serviço de Saúde da Região a admitir publicamente a existência de 200 altas problemáticas, um número sem precedentes, a ocupação de um terço das camas com estas situações e ainda implicações negativas nas admissões a urgências, internamentos e cirurgias, estamos, sem dúvida, perante um alerta vermelho que não podemos ignorar”, considerou o líder socialista.

Para o mesmo, a tutela do sector é a culpada pelo agravamento na situação e pela iminente ruptura no sistema de Saúde Regional, porque “preferiram mascarar a realidade, ignorar e inviabilizar sistematicamente todos os avisos, denúncias, propostas e soluções que o PS tem apresentado”.

Sérgio Gonçalves aproveitou para recordar várias iniciativas apresentadas pelos socialistas no Parlamento Regional, desde a proposta de estratégia regional para as altas problemáticas, passando por medidas de melhoramento nos cuidados primários e continuados de longa duração, até à sinalização e caracterização de utentes e dos seus contextos familiares com vista à prevenção a montante e jusante de altas clínicas problemáticas.

“É a todos os títulos condenável que agora, depois de apregoar insistentemente a boa saúde do SESARAM e bloquear soluções, haja conhecimento de que até no serviço de urgência hospitalar existem 11 pessoas com alta clínica, mas sem solução para deixar vaga a cama que ocupam e que outros pacientes urgentes precisam”, refere Gonçalves, classificando como “desastrosa a inacção da tutela nesta matéria de vital importância para a população”.

A agudização da situação em pleno Verão “espelha bem o défice na resposta ao nível dos cuidados primários, deixando a nu, mais uma vez, a desarticulação existente entre o sector Social e a Saúde na RAM, revelando também a incapacidade do Governo Regional para enfrentar e resolver este problema”.

E este novo episódio, num “drama que não é novo, mas tem implicações gravíssimas” no funcionamento do Sistema Regional de Saúde, é, segundo o líder socialista, “sinal inequívoco de iminente ruptura, nomeadamente na capacidade de internamentos e resposta emergente”.

“Vir agora deixar apelos às famílias para que sejam elas, sem condições, a substituírem o Governo na gestão da Saúde é um recurso desesperado e, no mínimo, desumano, reflectindo bem a necessidade de mudança que temos na Madeira”, conclui o líder dos socialistas madeirenses.


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